Revisão de alto rendimento integrada: o que a prova antiga cobra, como atacar as questões, o conteúdo do ULTIMATE por bloco, as comparações que confundem, os números que caem, um simulado misto e o plano de 3 dias até 17/09.
A prova antiga (S26) tem 30 questões. Ela foi aplicada numa ordem de módulos diferente da atual, então só 10 das 30 (33%) caem em temas da Prova 1 (hipoacusia e massas cervicais). Surdez na infância, obstrução de via aérea pediátrica e disfonias não aparecem — o que não significa que não vão cair: significa que você deve esperar o mesmo estilo aplicado a esses temas.
| Q | Tema | Conceito cobrado | Formato |
|---|---|---|---|
| 1 | Zumbido | Epidemiologia (prevalência, % incapacitante), teoria central, persistência pós-secção do VIII | Afirmativa correta |
| 2 | Zumbido | Drogas que causam zumbido; pulsátil × não pulsátil; amplificação sonora | Assertivas I/II/III |
| 3 | Zumbido | Avaliação (ototóxicos) e tratamento (orientação + enriquecimento sonoro) | Assertivas I–IV · palavra absoluta |
| 4 | Zumbido | Causa otológica, dano às células ciliadas, influência emocional | Assertivas I/II/III |
| 5 | Zumbido | 85–90 dB, presbiacusia 55 anos, Ménière, otosclerose, etiologia antes da amplificação | V/F (números) |
| 6 | Zumbido | Subjetivo × objetivo; audiometria para todos; zumbido unilateral → retrococlear | INCORRETA |
| 7 | OMA | Agentes bacterianos da OMA | Associação direta |
| 8 | OMA | Otite + conjuntivite → Haemophilus | Associação clássica |
| 9 | OMA | < 2 anos com OMA inequívoca → antibiótico (amoxicilina) | Vinheta de conduta |
| 10 | Otite externa | OEDA em hígido: analgesia + limpeza + ATB tópico | Conduta |
| 11 | OMA | ATB de 1ª escolha > 2 anos | Associação direta |
| 12 | Otalgia | Otalgia com otoscopia normal → otalgia referida | Dissertativa |
| 13 | Rinite/RS alérgica | Diagnóstico clínico; não exige imagem | EXCETO |
| 14 | Rinossinusite | IVAS viral de 3 dias → sintomáticos | Vinheta de conduta |
| 15 | Rinossinusite | Nomenclatura; custo; etiologia mais comum = viral | Assertivas I/II/III |
| 16 | Rinossinusite | Fisiopatologia: óstio, batimento mucociliar, secreção | V/F |
| 17 | Rinossinusite | Critérios de RSA bacteriana; ATB empírico | Vinheta · OCR misturou com Q19 |
| 18 | Complicação RS | Complicação orbitária: internar, cultura antes do ATB, TC contrastada | Assertivas I–V · "nunca" |
| 19 | Massas cervicais | Massa nível II em tabagista de 60 anos: próximo passo | Vinheta · enunciado fragmentado |
| 20 | Massas cervicais | Metástase cervical: evitar biópsia excisional isolada | EXCETO |
| 21 | Massas cervicais | Epidemiologia por idade; nível II → primário | Assertivas I/II/III |
| 22 | Massas cervicais | Nódulo anterior que cresce com IVAS → cisto tireoglosso | Vinheta diagnóstica |
| 23 | Tireoide | Carcinoma papilífero é o mais comum | Associação direta |
| 24 | Hipoacusia | Diapasão: Rinne + bilateral, Weber → E = neurossensorial D | Interpretação de exame |
| 25 | Hipoacusia | PAIR: irreversível, >85 dB, 3–4–6 kHz, prevenção | INCORRETA |
| 26 | Hipoacusia | Presbiacusia: definição, otoscopia normal, diapasão, AASI | Vinheta · correta |
| 27 | Hipoacusia | Perda mista OD: Rinne/Weber esperados | Interpretação de exame |
| 28 | Hipoacusia | Leitura de audiograma | Imagem · perdida no OCR |
| 29 | Rinossinusite | Diagnóstico de RS é clínico | Vinheta |
| 30 | Geriatria | Tricíclicos × ISRS; benzodiazepínicos e quedas | Truncada |
No modo treino, toque numa célula borrada para revelar só aquela.
| Q | Resp. | Justificativa (1 linha) |
|---|---|---|
| 1 | c* | Reorganização cortical sustenta o modelo central. d) o zumbido persiste na maioria após secção do VIII; e) a associação com presbiacusia é frequente; a/b) as cifras do enunciado (10% incapacitante; 25%) não batem com as usuais (~10–15% de prevalência, dobrando em idosos; incapacitante é minoria). *Questão ambígua. |
| 2 | b | I e III corretas. II é falsa: paraganglioma, anemia, tuba patente e hipertireoidismo são causas de zumbido pulsátil. (Marca circulada "e" está errada.) |
| 3 | d | I, III e IV. II cai pelas palavras absolutas "consagrado" e "independentemente da etiologia". IV (orientação + enriquecimento sonoro) é pilar do tratamento. |
| 4 | e | As três são verdadeiras: causa otológica predomina com frequência do zumbido ≈ região da perda; dano ciliar; estado emocional modula. |
| 5 | c | V, V, V, F, V: na otosclerose a maioria (não "metade") tem zumbido. A letra "a" tem 6 itens (erro da prova). |
| 6 | a | INCORRETA: o zumbido subjetivo é o mais comum; "sons do próprio corpo" define o zumbido objetivo. |
| 7 | c | Pneumococo, Haemophilus influenzae não tipável e Moraxella catarrhalis. |
| 8 | c | Síndrome otite-conjuntivite = H. influenzae não tipável (pista para amoxicilina-clavulanato). |
| 9 | e | < 2 anos com OMA inequívoca → antibiótico; 1ª escolha amoxicilina. A marca em "ampicilina" está errada. |
| 10 | c | OEDA em hígido: analgesia, limpeza do conduto e gotas tópicas (quinolona). ATB sistêmico só se imunossuprimido/extensão. |
| 11 | d | Amoxicilina (cobre pneumococo, prioridade). |
| 12 | — | Dissertativa: otalgia com otoscopia normal = referida. Examinar ATM, dentes, orofaringe, laringe/hipofaringe (nasofibrolaringoscopia), coluna cervical, nevralgias; em adulto com tabagismo/etilismo, afastar neoplasia de VADS (via IX/X). |
| 13 | c | EXCETO: rinite/RS alérgica é diagnóstico clínico (prurido, espirros, rinorreia hialina, IgE); não exige imagem. |
| 14 | e | 3 dias de sintomas, bom estado geral = IVAS viral → sintomáticos e retorno. ATB prévio há 2 meses não muda isso. |
| 15 | a | Só I. II: gasto é alto. III: a etiologia mais comum é viral. |
| 16 | d | V-V-F-V. Item 3 invertido: agudas são infecciosas; crônicas são inflamatórias. |
| 17 | e | > 10 dias + piora após o 5º–6º dia, febre > 38 °C, secreção unilateral purulenta = RSA bacteriana; ATB empírico (amoxicilina ou amox-clav). OCR intercalou o enunciado da Q19. |
| 18 | b | I, II e V. III cai pelo "nunca" (corticoide pode ser usado); IV: RX não serve, pedir TC contrastada. Letras perdidas no OCR — ordem das opções presumida. |
| 19 | e | Antes de puncionar, completar o exame da VADS (nasofibrolaringoscopia) em busca do primário; se normal, PAAF é o passo seguinte. Nunca biópsia incisional de linfonodo suspeito. |
| 20 | c | EXCETO: biópsia excisional isolada de linfonodo metastático viola o pescoço (piora sobrevida e recorrência). Congelação + esvaziamento no mesmo tempo é aceitável. |
| 21 | a | Só I. II: benignos se igualam aos inflamatórios (45/45), não às metástases. III: nível II → orofaringe/cavidade oral/laringe, não esôfago. |
| 22 | b | Nódulo anterior mediano, desde a infância, cresce com IVAS = cisto tireoglosso; clínico + ecografia (confirma tireoide tópica); tratamento Sistrunk. |
| 23 | a | Carcinoma papilífero (~80–85% dos cânceres de tireoide). |
| 24 | a | Rinne + bilateral afasta componente condutivo; Weber lateraliza para o lado bom → neurossensorial à D. |
| 25 | a | INCORRETA: PAIR é irreversível (e prevenível). |
| 26 | c | Presbiacusia = NS bilateral simétrica lenta. a) é a 1ª causa; b) otoscopia normal; d) Rinne é positivo; e) AASI ajuda. |
| 27 | d | Componente condutivo OD → Rinne negativo OD, positivo OE; Weber lateraliza para o lado da condução pior (D). |
| 28 | e? | Audiograma perdido no OCR; a anotação indica perda mista OD. Não é possível verificar — treine leitura de audiograma na seção de hipoacusia. |
| 29 | c | Diagnóstico de rinossinusite é clínico (anamnese + exame físico). |
| 30 | — | Truncada (só a e b) e fora de ORL; ambas as afirmações são classicamente corretas (Beers). Não gradável. |
Marque V/F ao lado de cada assertiva antes de olhar as alternativas. Depois, elimine: uma assertiva que você tem certeza que é falsa derruba todas as opções que a contêm.
Em medicina quase nada é absoluto. "Independentemente da etiologia", "a grande maioria", "imprescindível", "obrigatório" → desconfie. Exceções reais: "nódulo vocal é sempre bilateral", "biópsia de linfoma é sempre excisional".
Sublinhe a palavra no enunciado. Transforme cada opção em V/F e procure a única F. Erro clássico: achar a primeira alternativa verdadeira e marcá-la.
Resolva o item de que você tem certeza e elimine as sequências incompatíveis. Muitas vezes 2 itens bastam para achar a única sequência possível (Q5: só "c" tem o item 3 V e o 4 F).
Sublinhe idade (< 2 anos? > 50?), tempo de evolução (< 10 dias? > 2–3 semanas?), sinais de alarme (febre > 38,3, toxemia, estridor em repouso, proptose). A conduta sai desses três eixos.
Em ORL a resposta costuma ser o exame clínico armado: otoscopia, diapasão, audiometria, nasofibrolaringoscopia. RX de seios quase nunca. TC só com complicação ou planejamento cirúrgico.
Ordem do cronograma: surdez na infância (13/08) → obstrução de VA em crianças (20/08) → disfonias (27/08) → hipoacusia (03/09) → massas cervicais (10/09). Aqui estão reorganizados em ordem lógica: hipoacusia primeiro (base para surdez infantil), depois via aérea, disfonias e massas. Para aprofundar, cada bloco aponta para a nota irmã.
Nota completa: hipoacusias-e-surdez.html
Pavilhão, conduto, membrana timpânica e ossículos levam e amplificam o som. Lesão aqui = perda condutiva (cerúmen, otite externa, OMA/efusão, perfuração, otosclerose, disjunção ossicular).
Células ciliadas externas amplificam (geram as emissões otoacústicas); internas transduzem. Base da cóclea = agudos; ápice = graves. Lesão = neurossensorial coclear (presbiacusia, PAIR, ototóxicos, Ménière).
Schwannoma vestibular, esclerose múltipla, neuropatia auditiva. Pista: perda assimétrica com discriminação de fala desproporcionalmente ruim e zumbido unilateral → RM com gadolínio.
Escolha os achados e veja a interpretação. Treine com os casos das Q24 e Q27.
Rinne + bilateral e Weber central: sem componente condutivo e sem assimetria. Presbiacusia bilateral simétrica dá exatamente isso.
| Padrão | Via aérea | Via óssea | Gap aéreo-ósseo | Exemplo |
|---|---|---|---|---|
| Normal | ≤ 25 dB | ≤ 25 dB | — | — |
| Condutiva | Rebaixada | Normal | Presente | Cerúmen, OME, otosclerose |
| Neurossensorial | Rebaixada | Rebaixada igual | Ausente (vias sobrepostas) | Presbiacusia, PAIR |
| Mista | Rebaixada (pior) | Rebaixada | Presente | OMC + labirintite, otosclerose avançada |
| Doença | Tipo | Formato do audiograma | Chave clínica |
|---|---|---|---|
| Presbiacusia | NS bilateral simétrica | Rampa descendente; agudos (4–8 kHz) caem primeiro | > 55 anos; "ouve mas não entende"; dificuldade de localizar som; 1ª causa de perda em adultos; AASI |
| PAIR | NS bilateral simétrica | Entalhe em 3–4–6 kHz (principalmente 4k) com recuperação em 8 kHz | > 85–90 dB, 8 h/dia; zumbido é o 1º sintoma; irreversível e prevenível; 2ª causa |
| Doença de Ménière | NS unilateral flutuante | Ascendente: graves (125–500 Hz) no início | Tríade: vertigem episódica (horas) + zumbido + hipoacusia flutuante (+ plenitude aural) |
| Otosclerose | Condutiva (depois mista) | Gap aéreo-ósseo; entalhe de Carhart (VO em 2 kHz) | Mulher jovem, bilateral, piora na gestação, história familiar; fixação do estribo; timpanometria As, reflexo estapediano ausente; estapedotomia ou AASI |
Weber foge do lado afetado → neurossensorial. Início em horas.
Sim — surdez súbita neurossensorial (≥ 30 dB em 3 frequências contíguas instalada em ≤ 72 h). Audiometria o quanto antes, corticoide sistêmico precoce (idealmente nas primeiras 2 semanas; intratimpânico como resgate) e RM com gadolínio para afastar schwannoma vestibular. Maioria idiopática (viral/vascular). Não confundir com cerúmen: aí a otoscopia é anormal e o Weber lateraliza para o lado afetado.
RM de ângulo pontocerebelar/CAI com gadolínio — suspeita de schwannoma vestibular (retrococlear). O BERA é alternativa de triagem quando a RM não está disponível. TC de ouvidos sem contraste é para doença óssea (otosclerose, colesteatoma, malformação).
Aminoglicosídeos (irreversível; genta é mais vestibulotóxica, amicacina mais cocleotóxica), cisplatina (irreversível, agudos), diuréticos de alça (geralmente reversível, potencializam aminoglicosídeo), salicilatos e quinino (reversíveis), vancomicina, eritromicina IV em altas doses. Começam pelos agudos → monitorizar com audiometria de altas frequências.
Nota completa: hipoacusias-e-surdez.html. O ULTIMATE só traz a lista de causas congênitas e as emissões otoacústicas; o restante deste bloco conhecimento consolidado complementa o que costuma ser cobrado.
Nota completa: obstrucao-vias-aereas-criancas.html. Regra de ouro do resumo: ruído respiratório em criança = obstrução até prova em contrário e exige investigação.
| Entidade | Quadro | Diagnóstico | Conduta |
|---|---|---|---|
| Laringomalácia causa nº 1 de estridor congênito | Estridor inspiratório a partir das primeiras semanas; piora ao mamar, chorar e em supino; bom estado | Nasofibrolaringoscopia acordado (colapso supraglótico dinâmico) | Observação; resolve até 18–24 m; tratar refluxo; supraglotoplastia se grave (apneia, cianose, déficit de ganho de peso) |
| Paralisia de pregas vocais 2ª causa | Bilateral: estridor com choro normal (congênita, SNC — Arnold-Chiari). Unilateral: choro fraco, aspiração (pós-cirurgia cardíaca/esofágica — recorrente) | Nasofibro acordado | Unilateral: observar. Bilateral com desconforto: traqueostomia |
| Hemangioma subglótico | Estridor bifásico que piora nos primeiros meses (fase proliferativa); hemangioma cutâneo em "barba"/perioral | Laringotraqueoscopia sob anestesia | Propranolol |
| Estenose subglótica | Congênita ou adquirida (pós-intubação = mais comum); estridor bifásico, "crupe de repetição" | Endoscopia em bloco | Dilatação por balão; reconstrução laringotraqueal (enxerto de costela); traqueostomia como ponte |
| Atresia de coanas | RN respirador nasal obrigatório: cianose cíclica que melhora com o choro (bilateral = urgência); unilateral: rinorreia unilateral crônica. CHARGE | Sonda não passa; nasofibro; TC | Via aérea oral (McGovern) → correção cirúrgica |
| Sequência de Pierre Robin | Micrognatia + glossoptose + obstrução (fenda palatina em ~85%, não obrigatória) | Clínico | Posição prona; cânula nasofaríngea; distração mandibular |
| Crupe viral | Epiglotite | Traqueíte bacteriana | Corpo estranho | |
|---|---|---|---|---|
| Agente | Parainfluenza | Hib (rara pós-vacina), S. pyogenes, S. aureus | S. aureus | Alimentos, brinquedos |
| Idade | 6 m – 3 a | 2–7 a (e adultos) | Qualquer, pós-viral | 1–3 a |
| Início | Pródromo coriza, piora à noite | Horas, toxemia, febre alta | Crupe que piora, toxemia | Súbito, engasgo testemunhado |
| Clínica | Tosse ladrante, rouquidão, estridor inspiratório | Sialorreia, disfagia, voz abafada, posição de tripé, sem tosse | Tosse, secreção espessa, não responde à adrenalina | Tosse, sibilo unilateral, estridor |
| RX | Sinal da torre (não precisa) | Sinal do polegar (não atrasar via aérea) | Irregularidade traqueal | Aprisionamento aéreo |
| Conduta | Dexametasona (dose única) ± adrenalina nebulizada se estridor em repouso | Não examinar orofaringe, não deitar; via aérea em bloco com anestesista/ORL; ceftriaxona | Intubação frequente; ATB anti-estafilocócico | Broncoscopia rígida |
Tabela de crupe/epiglotite/traqueíte: conhecimento consolidado — o ULTIMATE só cita "laringite viral aguda" e "corpo estranho".
| Nódulos | Pólipo | Cisto | |
|---|---|---|---|
| Lateralidade | Sempre bilaterais, simétricos ("kissing") | Geralmente unilateral | Unilateral |
| Local | Junção 1/3 anterior–médio (ponto de maior impacto) | Borda livre, séssil ou pediculado | Subepitelial (espaço de Reinke) |
| Causa | Fonotrauma crônico | Fonotrauma agudo (grito), tabagismo, anticoagulação | Retenção glandular (adquirido) ou epidermoide (congênito) |
| Tratamento | Fonoterapia (1ª linha); cirurgia raramente | Microcirurgia + fono | Microcirurgia + fono |
Qual tumor dá sintoma precoce? Qual o custo de atrasar?
Não. Rouquidão persistente > 2–3 semanas em tabagista/etilista (ou > 4 semanas em qualquer adulto) = laringoscopia (nasofibrolaringoscopia/videolaringoscopia) antes de qualquer tratamento empírico. IBP, antibiótico ou corticoide sem ver a laringe atrasam o diagnóstico de câncer. Lesão suspeita → biópsia (microlaringoscopia) + TC para estadiamento.
| Sítio | Frequência | Sintoma inicial | Linfonodos | Prognóstico |
|---|---|---|---|---|
| Glótico | Mais comum (~60%) | Rouquidão precoce | Raros (pouca drenagem linfática) | Bom (diagnóstico cedo) |
| Supraglótico | ~30–35% | Disfagia, odinofagia, otalgia referida, massa cervical | Precoces e bilaterais | Pior |
| Subglótico | Raro | Estridor, dispneia | Paratraqueais (VI) | Pior |
Nota completa: massas-cervicais.html. A pergunta que organiza tudo: quantos anos tem o paciente e há quanto tempo a massa existe?
| Nível | Região | Primários mais prováveis |
|---|---|---|
| I | Submentoniano / submandibular | Lábio, cavidade oral anterior, glândula submandibular |
| II | Jugular superior | Orofaringe (tonsila, base de língua), cavidade oral, supraglote, rinofaringe, parótida — nível mais comum de metástase |
| III | Jugular média | Laringe, hipofaringe |
| IV | Jugular inferior | Hipofaringe, tireoide, esôfago cervical |
| V | Triângulo posterior | Rinofaringe (II e V precoces), pele posterior do couro cabeludo; linfoma |
| VI | Central | Tireoide, laringe subglótica |
| Supraclavicular E | Virchow | Abdome/TGI (estômago); à direita: tórax |
Outras congênitas: cisto dermoide (linha média, não se move com a língua), linfangioma/higroma cístico (triângulo posterior, transiluminável, lactente), hemangioma (cresce no 1º ano, involui; propranolol), cisto tímico, rânula mergulhante.
Não é prioridade para quinta-feira, mas 20 das 30 questões antigas vieram daqui — e vários conceitos (condutiva × NS, otalgia referida, crupe) atravessam as duas provas. Leia na diagonal agora; aprofunde depois de 17/09.
Nota: zumbido.html
Nota: otalgia-e-otites.html
| Otite externa | Agente | Chave | Tratamento |
|---|---|---|---|
| Circunscrita | S. aureus | Furúnculo, dor localizada | Calor, analgesia, drenagem se flutuante |
| Difusa aguda ("do nadador") | Pseudomonas, S. aureus | Umidade, cotonete, verão; dor à tração do pavilhão/trago | Analgesia + limpeza + gotas de quinolona |
| Fúngica | Aspergillus, Candida | Prurido, otorreia, após ATB tópico | Limpeza + antifúngico tópico |
| Maligna (necrotizante) | Pseudomonas (~98%) | Idoso diabético/imunossuprimido, dor profunda, granulação no conduto, paralisia facial; osteomielite de base de crânio | Controle glicêmico, ciprofloxacino sistêmico (VO leve, IV grave), TC temporal, biópsia |
Nota: rinite-rinossinusite-complicacoes.html · tema com mais questões na prova antiga (7).
Nota: faringotonsilites.html
Intercalar (comparar entidades parecidas lado a lado) é o que ajuda a escolher entre duas alternativas plausíveis. Toque em cada card, diga em voz alta a diferença-chave antes de expandir.
Orelha externa/média. Gap aéreo-ósseo.
Cóclea ou nervo. Vias sobrepostas.
Subglote, parainfluenza, 6 m–3 anos.
Supraglote, bacteriana, toxêmica.
Conduto auditivo. "Verão, piscina, cotonete".
Orelha média. "Inverno, IVAS, criança".
A imensa maioria.
≥ 3 critérios.
Linha média, criança/adolescente.
Lateral, adulto jovem.
Bilaterais, fonotrauma crônico.
Unilaterais — mudam a conduta.
Estridor inspiratório, supraglote.
Estridor bifásico, lesão fixa.
Adulto, tabagista.
Jovem, sintomas B.
Rampa descendente.
Entalhe.
Triagem coclear.
Via auditiva até o tronco.
Cubra o valor com o dedo, diga em voz alta, confira. Os de borda vermelha são os que a prova antiga já cobrou.
Inéditas, no estilo da banca, com temas misturados de propósito (12 da Prova 1, 3 da Prova 2). Faça em ~25 minutos, sem consultar. Antes de ver o feedback, justifique para você mesmo por que cada alternativa errada está errada.
Por quê: Rinne negativo (VO > VA) indica componente condutivo naquele ouvido; Weber lateralizando para o mesmo lado confirma condutiva ("condutiva chama"). Contexto pós-IVAS sugere otite média com efusão/disfunção tubária — pedir otoscopia e timpanometria (curva B ou C).
Rinne diz "tem condução comprometida nesse ouvido?"; Weber diz "de que lado está pior?". Leia os dois juntos.
Por quê: estridor inspiratório que começa nas primeiras semanas, piora com fluxo alto (mamada, choro) e supino, em bebê que cresce bem = laringomalácia (causa mais comum de estridor congênito). Confirmação com nasofibro acordado (vê o colapso dinâmico). Sem sinais de gravidade → observação; resolve até 18–24 meses.
Sinais que tiram a laringomalácia da observação: apneia, cianose, déficit de ganho de peso, retrações graves, pectus → supraglotoplastia.
Por quê: massa lateral, cística, nível II, borda anterior do ECM, adulto jovem, que cresce com IVAS = cisto de 2º arco branquial. US/TC confirmam lesão cística; tratamento é exérese eletiva.
Mesmo quadro em paciente > 40 anos: "cisto branquial" é diagnóstico de exclusão — metástase cística de CEC de orofaringe (HPV+) ou de carcinoma papilífero de tireoide.
Por quê: < 2 anos, diagnóstico certo (abaulamento), bilateral e febre ≥ 39 °C → antibiótico indicado. Primeira escolha: amoxicilina (80–90 mg/kg/dia), 10 dias nessa idade.
Mesma criança com conjuntivite purulenta junto → pense em H. influenzae → amoxicilina-clavulanato.
Por quê: rouquidão > 2–3 semanas em tabagista/etilista = câncer de laringe até prova em contrário. O carcinoma glótico dá rouquidão precoce — é justamente a chance de diagnóstico em estádio inicial. Laringoscopia antes de qualquer tratamento empírico; lesão suspeita → microlaringoscopia com biópsia + TC.
Tumor supraglótico é mais silencioso na voz: aparece como disfagia, otalgia referida e linfonodo cervical.
Por quê: meta 1-3-6 (triagem até 1 mês, diagnóstico até 3, intervenção até 6). RN com indicador de risco (UTI > 5 dias) faz PEATE-A, porque a neuropatia auditiva preserva as células ciliadas externas (EOA "passa"). III é falsa: perdas progressivas e adquiridas (CMV, meningite, OME) surgem depois — atraso de fala sempre merece audiometria.
"Passou no teste da orelhinha" não é salvo-conduto: é uma foto do nascimento.
Por quê: o diagnóstico e a subclassificação de linfoma dependem da arquitetura do linfonodo inteiro — biópsia sempre excisional. "Igualmente diagnóstica" é falso.
Duas biópsias com regras opostas: metástase de CEC → evite biópsia aberta (PAAF); linfoma → excisional.
Por quê: idade típica, pródromo viral, tosse ladrante, rouquidão, estridor em repouso = laringotraqueíte viral (crupe) moderada. Dexametasona (dose única) para todos; adrenalina nebulizada quando há estridor em repouso/desconforto, observando 2–4 h pelo efeito rebote.
Crupe que não responde à adrenalina e fica toxêmico → traqueíte bacteriana (S. aureus).
Por quê: neurossensorial (vias sobrepostas), bilateral simétrica, com entalhe em 4 kHz e recuperação em 8 kHz + exposição ocupacional. Zumbido costuma ser o primeiro sintoma. Irreversível; conduta = afastar da exposição/EPI, AASI se necessário, notificação ocupacional.
Recuperação em 8 kHz é o detalhe que separa PAIR de presbiacusia no audiograma.
Por quê: Centor/McIsaac alto (febre, sem tosse, adenopatia anterior, exsudato, 3–14 anos = 5 pontos). Confirmar com teste rápido/cultura e tratar com penicilina/amoxicilina 10 dias para prevenir febre reumática.
Antibiótico iniciado até 9 dias do início dos sintomas ainda previne febre reumática — dá tempo de esperar a cultura.
Por quê: IV troca os tipos: PRR é causada por HPV 6 e 11 (baixo risco oncogênico). HPV 16/18 são os de alto risco, ligados a carcinoma de orofaringe e colo.
Paralisia bilateral em adução: voz boa e dispneia/estridor — a voz normal não tranquiliza.
Por quê: a primeira metade é verdadeira (~50–60% genéticas), mas a maioria das genéticas é não sindrômica (~70%). Pegadinha típica: frase meio certa, meio errada.
Síndromes que a banca adora: Waardenburg (mecha branca, heterocromia), Usher (retinose), Pendred (bócio), Alport (rim), Jervell-Lange-Nielsen (QT longo).
Por quê: < 20 anos, 75% das massas são inflamatórias. Linfonodo < 2 cm, móvel, doloroso, pós-IVAS, sem sintomas B = reacional. Investigar se: > 2 cm, crescimento progressivo, persistência > 4–6 semanas, supraclavicular, endurecido/fixo, sintomas B, hepatoesplenomegalia.
"É normal palpar linfonodo" em criança. Suspeito é o que cresce em todas as dimensões.
Por quê: início em horas, otoscopia normal, Weber para o lado bom e Rinne positivo = NS à direita, súbita. É urgência otológica: confirmar com audiometria, corticoide o mais cedo possível e RM para afastar schwannoma vestibular.
Todo paciente com perda NS unilateral ou assimétrica merece RM — schwannoma vestibular pode se apresentar como surdez súbita.
Por quê: zumbido unilateral + perda NS assimétrica + discriminação desproporcionalmente ruim = sinal de alerta retrococlear (schwannoma vestibular). RM com gadolínio é o exame de escolha.
Unilateral é a palavra que muda tudo em zumbido, surdez e rinorreia.
Responda em voz alta em até 10 segundos cada; só depois toque. Marque mentalmente as que errou e repita só essas antes de dormir e na manhã da prova.
Condutiva à direita.
Neurossensorial à direita (Weber foge do lado com perda NS).
4 kHz (faixa 3–6 kHz), recuperação em 8 kHz; exposição > 85–90 dB por 8 h/dia. Irreversível.
Presbiacusia: rampa descendente (agudos), bilateral simétrica. Ménière: ascendente (graves), unilateral e flutuante.
Condutiva (fixação do estribo), curva As, reflexo estapediano ausente; estapedotomia/estapedectomia ou AASI.
Curva plana: efusão na orelha média (OME) ou perfuração/tubo (então com volume aumentado).
≥ 30 dB em 3 frequências contíguas em ≤ 72 h; audiometria, corticoide precoce, RM com gadolínio.
Triagem até 1 mês, diagnóstico até 3 meses, intervenção até 6 meses.
PEATE-A — as EOA não detectam neuropatia auditiva, mais frequente nesse grupo de risco.
CMV congênito; GJB2 (conexina 26), não sindrômica autossômica recessiva.
Glote/subglote fixa: estenose subglótica, hemangioma, papilomatose. Inspiratório = supraglote/glote dinâmica; expiratório = traqueia intratorácica.
Laringomalácia; resolve até 18–24 meses. Diagnóstico por nasofibro acordado.
Atresia de coanas bilateral (respirador nasal obrigatório) — urgência; cânula oral de McGovern. Associação CHARGE.
Toxemia com início em horas, sialorreia/disfagia com voz abafada, posição de tripé sem tosse ladrante. Não examinar a orofaringe, não deitar, não mandar ao RX: via aérea em bloco.
Hemangioma em "barba"/perioral; propranolol.
Adenoide 2–4 anos (involui); tonsila palatina 2–6 anos (não involui, fica proporcionalmente menor).
Nódulos: bilaterais, fonotrauma crônico, fonoterapia. Pólipo: unilateral, fonotrauma agudo, microcirurgia.
Cricoaritenóideo posterior ("músculo da vida"), laríngeo recorrente. Cricotireóideo é o único intrínseco inervado pelo laríngeo superior.
Voz quase normal (pregas em adução), mas estridor e dispneia — risco de obstrução; traqueostomia.
> 2–3 semanas → laringoscopia antes de qualquer tratamento empírico.
< 20: 75% inflamatórias; 20–50: 45% inflamatórias / 45% tumores benignos; > 50: 75% malignas.
Orofaringe (tonsila, base de língua); também cavidade oral, supraglote, rinofaringe. Não é esôfago.
Metástase: exame da VADS + PAAF (evitar biópsia aberta). Linfoma: biópsia excisional (nunca incisional).
Linha média, sobe com a deglutição e a protrusão da língua; cirurgia de Sistrunk (com corpo do hioide), após US confirmar tireoide tópica.
Otalgia referida (V, VII, IX, X, C2–C3): ATM, dentes, faringe, laringe/hipofaringe (neoplasia em tabagista), coluna cervical → exame completo com nasofibrolaringoscopia.
Cada dia combina recordação ativa (escrever de memória antes de ler), questões (errar cedo é bom) e revisão espaçada do dia anterior. Folha em branco antes de abrir a nota: escreva tudo que lembra do tema em 5 minutos.
Weber vai para o ouvido com perda condutiva e foge do ouvido com perda neurossensorial. Rinne negativo = condução comprometida naquele ouvido.
EOA para RN sem risco, PEATE-A para RN com IRDA. Meta 1-3-6. Atraso de fala sempre merece audiometria.
Inspiratório = supraglote (laringomalácia); bifásico = subglote fixa. Epiglotite: não examinar, não deitar, via aérea em bloco.
> 2–3 semanas → laringoscopia antes de IBP ou antibiótico. Nódulos são bilaterais e vão para fono; lesão unilateral vai para biópsia/cirurgia.
Exame da VADS → PAAF + TC. Nunca biópsia aberta de metástase; sempre excisional no linfoma.
"Nunca", "sempre", "consagrado", "independentemente". Julgue cada assertiva isolada e circule a negação em INCORRETA/EXCETO.