Só o que cai na Prova 1 (17/09): questões das provas anteriores da disciplina e das notas, num lugar só. Embaralhe e treine com placar.
Questões
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Tema confirmado
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Origens
2 provas + 11 notas
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01 / Fontes
De onde vêm as questões.
Prova 2025/1 · 30 questões
Prova teórica do estágio MED06663, período 2025/1. Arquivos: P1 otorrino 27 2.pdf (versão limpa) e a cópia com anotações da Liége.
Completa: as 30 questões estão legíveis, exceto a Q30 (só aparecem as alternativas a e b).
Atenção: as marcas circuladas na cópia anotada não são gabarito. Erradas em Q2, Q3, Q5, Q9 e Q18.
Prova de 40 questões · fotos
Seis fotos de 12/09/2026 de uma prova mais longa, que inclui paralisia facial, vertigem e glândulas salivares. Semestre não identificado.
Parcial: 25 questões completas. As questões 1–4, 11–13 e 20–24 não aparecem nas fotos, e 5, 10, 14, 19 e 25 estão cortadas (lista no fim da página).
Marcas a caneta de outro aluno aparecem em várias questões; várias estão erradas (ex.: Q16, Q18, Q26, Q34). O gabarito aqui foi resolvido pelo conteúdo.
Só temas da Prova 1. Questões de otites, massas cervicais, glândulas salivares, paralisia facial, vertigem e disfonias foram retiradas do banco. Elas continuam nas notas desses temas.
Gabarito não oficial. Nenhuma das provas veio com gabarito da disciplina. As respostas foram resolvidas pela literatura e pelo livro Rotinas em ORL; onde há dúvida real, a explicação diz.
02 / Filtros
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Prova 1 (17/09)
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03 / Questões
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Nota · Ciclo básicoBase (ciclo básico)Cai na P1
Paciente com perda auditiva à direita. Rinne negativo à direita e positivo à esquerda; Weber lateraliza para a direita. O quadro é compatível com:
✓ Condutiva à direita
Rinne negativo = VO > VA naquela orelha = condutiva. Weber para o mesmo lado confirma.
A
Na neurossensorial direita o Rinne seria positivo e o Weber iria para a esquerda.
B
Weber iria para a direita, mas o Rinne direito seria positivo.
C
Rinne negativo seria à esquerda e Weber para a esquerda.
D — correta
Os dois testes apontam a orelha direita com componente condutivo.
E
Normal tem Rinne positivo bilateral e Weber indiferente.
Weber vai para o lado “tampado” (condutivo) ou para o lado bom (neurossensorial).
Um trabalhador exposto a ruído industrial por anos tende a apresentar, na audiometria inicial, piora mais marcada em:
✓ Entalhe em 3–6 kHz
A região da cóclea que responde a ~4 kHz recebe mais energia, em parte pela ressonância do conduto em ~3 kHz. Lesão neurossensorial, bilateral e simétrica.
A
Graves são mais afetados no início da doença de Ménière.
B
Não é o padrão inicial.
C — correta
O “entalhe” com recuperação em 8 kHz diferencia de presbiacusia.
D
Perda plana não é típica.
Presbiacusia desce progressivamente até 8 kHz; PAIR faz uma “colher” e sobe de novo.
Considere as afirmativas sobre a laringe: I – O músculo cricoaritenóideo posterior é o único abdutor das pregas vocais. II – O nervo laríngeo recorrente esquerdo contorna o arco aórtico. III – O cricotireóideo é inervado pelo nervo laríngeo recorrente. Estão corretas:
✓ I e II
O cricotireóideo é a exceção: é inervado pelo ramo externo do laríngeo superior.
A/B
Incompletas: as duas primeiras são verdadeiras.
C/D
Incluem a III, que é falsa.
E — correta
I e II verdadeiras.
Paralisia bilateral do recorrente: voz quase normal e estridor. Unilateral: voz soprosa.
Criança de 6 anos com nódulo cervical na linha média, logo acima da tireoide, que se eleva quando ela coloca a língua para fora. A hipótese mais provável é:
✓ Cisto do ducto tireoglosso
Linha média + ligação ao hioide e à base da língua → move com deglutição e protrusão lingual.
A
Lateral, na borda anterior do ECM.
B
Nível V é o triângulo posterior.
C — correta
Achado clássico.
D
Massa mole, transiluminável, geralmente posterior e em menores de 2 anos.
Homem de 62 anos, tabagista, com otalgia esquerda há 2 meses e otoscopia normal. O nervo mais provavelmente envolvido na dor referida e o próximo passo são:
✓ IX/X e endoscopia
Tabagismo + otalgia persistente com orelha normal = afastar tumor de orofaringe, hipofaringe ou laringe, que refere dor pelos nervos de Jacobson (IX) e Arnold (X).
A
Sem paralisia facial ou vesículas.
B
ATM e dentes são causas, mas dar alta ignora o risco oncológico.
C
Nervo coclear não conduz dor.
D — correta
Examinar toda a via aerodigestiva superior.
Otalgia com otoscopia normal é um sintoma da garganta até prova em contrário.
Sobre a membrana timpânica normal, segundo Rotinas em Otorrinolaringologia: I – É totalmente transparente. II – Sua coloração normal é âmbar, neutra. III – Sua posição normal é levemente côncava, com ponto de pressão máximo no umbigo do martelo. IV – A mobilidade pode ser aferida pela otoscopia pneumática. Estão corretas:
✓ II, III e IV
O livro lista cinco características da MT normal: integridade, transparência (na verdade, semitransparência), coloração âmbar-neutra, posição levemente côncava com ponto de pressão máximo no umbigo do martelo e mobilidade, aferida pela otoscopia pneumática.
A
Inclui a I, que exagera: a membrana é semitransparente, e é justamente por isso que se enxergam martelo, bigorna, promontório e janela redonda.
B — correta
As três afirmativas reproduzem o texto do livro.
C
Deixa de fora II e III e mantém a I, errada.
D
A I permanece incorreta.
E
II e IV também estão certas.
Decore as 5 em ordem: integridade, transparência, coloração, posição, mobilidade. Toda descrição de otoscopia na prova cabe nesses cinco itens.
Mulher de 45 anos chega ao pronto-atendimento com hipoacusia à esquerda instalada há 12 horas, sem otalgia. Otoscopia normal bilateral. Não há audiometria disponível no plantão. Segundo o livro, a conduta semiológica imediata mais adequada é:
✓ Acumetria já na primeira consulta
O livro é explícito: a audiometria é o padrão-ouro, mas a surdez súbita não admite atraso no tratamento à espera do exame audiológico. Na surdez súbita a otoscopia geralmente é normal, e o exame mais esclarecedor é a acumetria com diapasão de 512 ou 256 Hz, com os três testes.
A
Esperar é justamente o que o livro proíbe nesse cenário.
B
Imagem não é o primeiro passo; a RM entra depois, para investigar perda neurossensorial unilateral.
C — correta
Define condutiva × neurossensorial em minutos e orienta o tratamento imediato.
D
A otoscopia já era normal; liberar sem definir o tipo de perda perde a janela terapêutica.
Perda neurossensorial súbita: Rinne positivo bilateral e Weber lateralizando para a orelha boa. Esse é o padrão do Quadro 1.2.
Sobre a rinoscopia anterior e seus achados, é INCORRETO afirmar:
✓ D é a incorreta
O livro diz o contrário: secreção purulenta unilateral acompanhada de forte mau cheiro é, na prática, diagnóstico de corpo estranho ou processo expansivo — clássico na criança com “sinusite” só de um lado.
A
Verdadeira: recurso recomendado ao generalista sem espéculo nasal.
B
Verdadeira: rósea normal, vermelha com secreção nas rinites agudas, azulada nos alérgicos.
C
Verdadeira, e é o achado que mais vale na rinoscopia.
D — incorreta
É corpo estranho ou processo expansivo até prova em contrário.
E
Verdadeira: inspeção e palpação da pirâmide e das narinas antes do espéculo.
Unilateral + fétido = corpo estranho. Bilateral + prurido e espirros = alergia.
Durante a oroscopia de um paciente com odinofagia, o abaixador de língua deve ser posicionado em que região, e por quê?
✓ Terço anterior e médio
Texto do livro: “O abaixador deve ser colocado no terço anterior e médio da língua, a fim de evitar reflexo nauseoso”. Ajuda pedir que o paciente relaxe a língua e respire pela boca. A hipofaringe não é vista pela oroscopia: exige exame indireto (endoscópio flexível ou rígido de 70°).
A — correta
Posição recomendada pelo livro.
B
Desencadeia náusea e ainda assim não mostra a hipofaringe.
C
Não é a função do abaixador; o palato é avaliado por inspeção do movimento.
D
As carúnculas são vistas pedindo que o paciente levante a língua; o soalho ainda deve ser palpado bidigitalmente.
Complete sempre a oroscopia com palpação: língua, bochechas, lojas amigdalianas e soalho bidigital. Câncer de boca inicial se palpa antes de se ver.
Assinale a alternativa que reúne afirmações compatíveis com o capítulo de semiologia do trato aerodigestivo alto:
✓ B
Três frases do livro: “Todo apneico é um roncador”; “aproximadamente 60% dos homens com mais de 50 anos roncam”; e a polissonografia é o padrão-ouro diagnóstico da SAHOS.
A
Inverte a relação (nem todo roncador é apneico) e a halitose tem causa bucal em 90% dos casos.
B — correta
Reproduz o texto.
C
A rouquidão está limitada às doenças da região glótica ou do mecanismo motor da laringe.
D
O livro começa o exame atrás do paciente, pela palpação cervical.
Tumor supraglótico pode crescer bastante sem mudar a voz: o sintoma costuma ser disfagia, odinofagia ou massa cervical. Rouquidão precoce é da glote.
Paciente de 35 anos apresenta zumbido e perda auditiva progressiva em orelha direita. Refere piora do zumbido nos últimos 3 meses, associada a sonolência excessiva, desânimo e falta de apetite. Qual é o exame mais importante a ser solicitado para pacientes com zumbido?
Gabarito: D
Por quê: a pergunta é "para pacientes com zumbido" — o exame universal e mais importante é a audiometria. Neste caso, por ser unilateral, a RM virá depois para excluir lesão retrococlear; os sintomas depressivos são fator agravante a abordar.
A) BERA
Complementar (triagem retrococlear), não o principal.
B) RM
Indicada no unilateral, mas depois de documentar a assimetria na audiometria.
C) Acufenometria
Caracteriza o zumbido (frequência/intensidade); não diagnostica causa.
J.M.B., 59 anos, diabético em uso de metformina, refere dificuldade para ouvir os familiares ("escuta, mas não entende"). Mesmo no trabalho, com as máquinas desligadas, tem dificuldade de acompanhar conversas. Audiometria:
kHz
0,25
0,5
1
2
3
4
6
8
OD (dB)
10
10
10
20
40
50
30
10
OE (dB)
10
10
15
20
40
45
50
55
Qual o diagnóstico MAIS PROVÁVEL?
Gabarito: A
Por quê: trabalhador exposto a máquinas + perda neurossensorial em 3–4 kHz com recuperação em 8 kHz (entalhe, nítido na OD) = PAIR.
A) PAIR
Entalhe em 3–4–6 kHz, exposição ocupacional.
B) Presbiacusia
Curva descendente contínua em agudos, sem recuperação em 8 kHz. A OE pode ter componente de presbiacusia somado, mas o entalhe aponta PAIR.
C) OMC
Perda condutiva, otoscopia alterada, otorreia.
D) Otosclerose
Condutiva, em graves, adulto jovem.
E) Ototoxicidade
Metformina não é ototóxica; seria perda em agudos progressiva sem entalhe.
Mulher, 66 anos, com perda auditiva, tontura e zumbido. Audiometria: OD — via óssea sobreposta à aérea, média quadritonal 17 dB. OE — via óssea sobreposta à aérea, média quadritonal 40 dB. Etiologia MAIS PROVÁVEL?
Gabarito: B
Por quê: vias sobrepostas = neurossensorial; OD normal (≤25 dB) e OE 40 dB = unilateral. Neurossensorial unilateral + tontura + zumbido = Ménière (lembrar de RM pela assimetria).
A) Presbiacusia
Bilateral e simétrica; não explica a assimetria nem a tontura.
B) Ménière
Tétrade com perda neurossensorial unilateral.
C) VPPB
Vertigem posicional de segundos, sem perda auditiva.
D) OMC colesteatomatosa
Perda condutiva (gap aéreo-ósseo).
E) Neurite vestibular
Vertigem prolongada sem perda auditiva.
Vertigem + perda auditiva = labirinto coclear também (Ménière, labirintite). Vertigem sem perda = neurite/VPPB.
Mulher, 29 anos, IMC 36, refere zumbido "no ritmo do coração" em ambas as orelhas há 4 meses, cefaleia diária e episódios de borramento visual transitório. O zumbido diminui ao comprimir levemente o pescoço. Otoscopia normal. Qual a melhor conduta?
Gabarito: B
Por quê: pulsátil + mulher jovem obesa + cefaleia + obscurecimento visual + melhora com compressão jugular = HII. Risco de perda visual: fundo de olho (papiledema), RM/angio-RM venosa (estenose de seio transverso, excluir trombose), depois punção lombar com pressão de abertura.
A)
Ignora o sinal de alerta "pulsátil" e os sintomas neuro-oftalmológicos.
B)
Investiga a causa tratável e potencialmente grave.
C)
Antidepressivos não são tratamento consagrado de zumbido.
D)
Habituação antes de investigar a etiologia inverte o fluxograma.
E)
RM de APC é para unilateral/assimétrico não pulsátil; aqui a suspeita é venosa/pressórica.
Zumbido pulsátil que some com compressão da jugular = origem venosa (HII, bulbo jugular).
Homem, 47 anos, zumbido contínuo em orelha esquerda há 8 meses e sensação de "ouvir pior ao telefone" desse lado. Audiometria: perda neurossensorial em agudos à esquerda, com índice de reconhecimento de fala desproporcionalmente baixo; orelha direita normal. Qual o próximo exame?
Gabarito: C
Por quê: zumbido e perda unilaterais/assimétricos, com discriminação vocal pior do que o limiar tonal explicaria (sinal retrococlear) → excluir schwannoma vestibular. RM com gadolínio é o exame de escolha.
A)
EOA servem quando a audiometria é normal.
B)
Sem relação com o quadro.
C)
Investigação retrococlear.
D)
Tratar sem investigar a assimetria pode atrasar diagnóstico de tumor.
E)
Para zumbido pulsátil/vascular.
Discriminação vocal ruim para o limiar = pense retrococlear.
I – No modelo psicoacústico, o zumbido é gerado na cóclea e transmitido passivamente pelas vias auditivas até o córtex.
II – O modelo neurofisiológico envolve vias auditivas e não auditivas, incluindo sistema límbico e sistema nervoso autônomo, baseado em neuroplasticidade.
III – Pacientes com zumbido e audiometria normal não têm dano coclear.
Gabarito: A
Por quê: III é falsa — EOA estão alteradas em ~64% dos pacientes com zumbido e audiometria normal (vs ~37% controles): dano coclear subclínico.
I — V
Geração → transmissão passiva → percepção.
II — V
Jastreboff: límbico + autônomo.
III — F
Audiometria normal não exclui lesão de células ciliadas externas.
Mulher, 24 anos, perdeu 15 kg em 3 meses. Queixa-se de ouvir a própria respiração e a própria voz "ecoando" na orelha direita; o sintoma alivia quando deita ou abaixa a cabeça. À otoscopia, a membrana timpânica se movimenta com a respiração. O diagnóstico mais provável é:
Gabarito: D
Por quê: perda de peso reduz o coxim de gordura peritubário → tuba permanece aberta → autofonia e ruído respiratório; deitar aumenta congestão venosa e fecha a tuba.
A)
Pulsátil, massa avermelhada retrotimpânica.
B)
Cliques rítmicos, não relacionados à respiração.
C)
Perda condutiva progressiva, sem autofonia respiratória.
D)
Clássico: MT se move com a respiração.
E)
Zumbido contínuo bilateral, idoso.
Emagrecimento + autofonia + MT que "respira" = tuba patente.
Sobre o schwannoma vestibular, considere as afirmativas:
I – O zumbido é a segunda queixa mais comum, presente em até 70% dos casos, geralmente agudo e contínuo na orelha acometida.
II – A tomografia computadorizada contrastada é o exame de escolha para o diagnóstico precoce, pois identifica lesões a partir de 2 mm.
III – Na audiometria, o achado mais característico é a discriminação vocal pobre, não compatível com o grau da perda auditiva.
IV – Por nascer das células de Schwann da porção coclear do VIII par, o termo "neuroma do acústico" é o mais adequado.
Gabarito: B (I e III)
Por quê: I e III são frases quase literais do capítulo 2.14. II troca TC por RM e inventa o limiar; IV inverte a origem (vestibular) e o julgamento do nome (incorreto).
I — V
Perda unilateral (95%) é a 1ª queixa; zumbido até 70% é a 2ª.
II — F
TC só mostra lesões >6 mm (sensibilidade 36% no conduto). Para diagnóstico precoce, RM com contraste (sensibilidade 100%).
III — V
Discriminação pobre desproporcional; reflexo estapédico pode faltar; PEATE com atraso da onda V.
IV — F
Surge mais da porção vestibular; "neuroma do acústico" é nome incorreto.
A, C, D, E
Omitem III ou incluem II/IV.
Zumbido unilateral + discriminação ruim para o limiar = RM com gadolínio.
( ) Estreptomicina, gentamicina e tobramicina são predominantemente vestibulotóxicas.
( ) Diuréticos de alça causam lesão coclear reversível e potencializam a ototoxicidade dos aminoglicosídeos.
( ) As lesões ototóxicas são, na maioria das vezes, reversíveis após a suspensão da droga.
( ) O critério diagnóstico é perda neurossensorial de 25 dB em uma ou mais frequências entre 250 e 8.000 Hz.
Gabarito: C (V, V, F, V)
Por quê: o livro diz que as lesões ototóxicas são "na maioria das vezes, irreversíveis" (destroem células ciliadas externas). A reversibilidade é exceção das drogas que agem na estria vascular.
1ª — V
As demais (amicacina, neomicina, canamicina, netilmicina) são mais cocleotóxicas; netilmicina é a menos ototóxica.
2ª — V
Furosemida, ácido etacrínico, bumetanida: estria vascular, reversível, sinergia com aminoglicosídeo.
3ª — F
Maioria irreversível; reversíveis: salicilatos, diuréticos de alça, eritromicina.
Sobre a perda auditiva induzida pelo ruído (PAIR), assinale a alternativa INCORRETA:
Gabarito: D
Por quê: sem via óssea não se identifica lesão neurossensorial. A audiometria ocupacional serve para acompanhamento e controle; o diagnóstico exige audiometria tonal aéreo-óssea.
A) Correta
Frase do capítulo 2.12.
B) Correta
Gota acústica, típica em 4 kHz nos primeiros anos (Fig. 2.12.1).
C) Correta
Para afastar mudança temporária de limiar (TTS).
D) INCORRETA
Acompanha, não diagnostica.
E) Correta
Prevenção (PCA, EPI) e AASI quando indicado.
Diagnóstico de PAIR = aéreo-óssea + 14 h de repouso; nexo causal = médico do trabalho.
Mulher, 42 anos, teve três episódios espontâneos de vertigem rotatória nos últimos 6 meses, cada um com cerca de 2 horas, acompanhados de zumbido e sensação de ouvido cheio à esquerda. A audiometria mostrou perda neurossensorial à esquerda. Pela classificação da AAO-HNS (1995) adotada no Rotinas, trata-se de doença de Ménière:
Gabarito: B
Por quê: ≥2 crises de vertigem de pelo menos 20 minutos + surdez documentada audiometricamente + zumbido ou pressão auricular = definida.
A) Certa
Exige confirmação histopatológica.
B) Definida
Todos os critérios presentes.
C) Provável
Um único episódio definido.
D) Possível
Vertigem sem surdez documentada, ou surdez com desequilíbrio sem crises definidas.
E)
O diagnóstico é eminentemente clínico; EcoG é apoio.
Certa = lâmina; definida = 2 crises; provável = 1 crise; possível = falta audiometria ou crise.
Homem, 55 anos, com doença de Ménière unilateral direita há 8 anos, audição ruim à direita (estádio 4) e crises de vertigem incapacitantes apesar de restrição de sal, diurético e betaistina. A orelha esquerda é normal. Segundo o Rotinas, qual a próxima opção mais adequada?
Gabarito: E
Por quê: a GIT é indicada na DM principalmente unilateral com audição ruim e vertigem incapacitante, e o livro diz que se deve sempre começar pelos aminoglicosídeos intratimpânicos como alternativa menos agressiva. Controle ~90%, cocleotoxicidade 15–25%.
A)
Labirintectomia é destrutiva (anacusia certa) e vem depois da GIT.
B)
Implante é para DM bilateral com surdez severa a profunda; não trata vertigem.
C)
Cinarizina é para crise; uso prolongado arrisca efeitos extrapiramidais.
D)
A vertigem some em ~70% ao longo de vários anos, não no primeiro ano.
E)
Primeira opção invasiva; pico de sintomas 7–10 dias é esperado.
Refratário unilateral com audição ruim → gentamicina intratimpânica antes de qualquer cirurgia.
Paciente de 35 anos com zumbido e perda auditiva progressiva em uma orelha; piora do zumbido nos últimos 3 meses, com sonolência, desânimo e inapetência. Acumetria: VAD < VAE, Rinne positivo bilateral e Weber lateralizado para a esquerda. Qual a perda?
✓ NS à direita
Por quê: mesmo raciocínio da Q24. E atenção ao contexto: perda NS unilateral progressiva + zumbido unilateral em adulto jovem → pedir RM para afastar schwannoma vestibular.
A) NS E
Weber iria para a direita (lado bom) e VAE seria pior.
B) Correta
Rinne + bilateral, Weber para o lado bom (E), VA D pior.
C) Condutiva E
Rinne E seria negativo e VAE pior.
D) Mista D
Rinne D seria negativo.
E) Condutiva D
Rinne D negativo e Weber para a D.
Zumbido unilateral + perda NS assimétrica = RM até prova em contrário.
J.M.B., 59 anos, diabético em uso de metformina, refere dificuldade de ouvir familiares: “escuta, mas não entende”; mesmo com as máquinas do trabalho desligadas tem dificuldade de acompanhar colegas. Audiometria (dB, OD / OE): 250 Hz 15/10 · 500 15/10 · 1k 20/10 · 2k 25/10 · 3k 45/45 · 4k 55/50 · 6k 30/40 · 8k 15/25. Diagnóstico mais provável?
✓ PAIR
Por quê: exposição ocupacional (máquinas) + entalhe bilateral simétrico em 3–4 kHz com recuperação em 8 kHz. A média tritonal é normal — por isso só olhar 500–2.000 Hz engana.
A) Correta
Gota acústica clássica.
B) Presbiacusia
Curva descendente contínua, sem recuperar em 8 kHz; 59 anos e “ouço mas não entendo” são distratores.
C) OMC
Condutiva, com otoscopia alterada.
D) Otosclerose
Condutiva, com gap e Carhart em 2 kHz.
E) Ototoxicidade
Metformina não é ototóxica; curva seria descendente.
8 kHz é o “desempate”: recupera → PAIR; continua caindo → presbiacusia/ototóxico.
F.M.I., 72 anos, trazido pela filha. Acumetria: VAD = VAE, Rinne positivo bilateral, Weber indiferente. O exame sugere:
✓ Insuficiente
Por quê: Rinne + bilateral e Weber central ocorrem tanto em audição normal quanto em NS bilateral simétrica (presbiacusia). O diapasão não quantifica — precisa de audiometria.
A) Normal
Possível, mas não pode ser afirmado.
B) Condutiva bilateral
Rinne seria negativo bilateral.
C) NS bilateral
Clinicamente provável aos 72 anos, mas a acumetria não a distingue do normal.
D) Mista bilateral
Rinne seria negativo.
E) Correta
Achado ambíguo → audiometria.
Quando a banca oferece “insuficiente”, cheque se o achado é ambíguo — no diapasão, a combinação ambígua é exatamente esta.
1. Sobre a surdez súbita, analise as assertivas: I – É definida como perda neurossensorial de pelo menos 30 dB em três frequências consecutivas, instalada em até 72 horas. II – Acomete ambas as orelhas na maioria dos casos, habitualmente de forma simultânea. III – A ressonância magnética é o exame, além da audiometria, universalmente realizado para afastar patologia retrococlear. Está(ão) correta(s):
✓ I e III
Por quê: I é a definição literal; III é literal do livro: a RM é “o único exame diagnóstico, além da audiometria, universalmente realizado”, para afastar tumor do ângulo pontocerebelar (2,7–10%). II é falsa: bilateral em < 2%, e quando ocorre é geralmente sequencial.
A) Apenas I
Esquece a III, que é verdadeira.
B) Correta
I e III verdadeiras.
C) II e III
Inclui II (falsa) e exclui I (verdadeira).
D) Apenas III
Exclui a definição correta.
E) Todas
“Maioria bilateral” é o erro.
“Maioria”, “sempre”, “nunca” são as palavras que costumam tornar assertivas falsas.
2. Sobre a triagem auditiva neonatal, assinale a alternativa INCORRETA:
✓ C é a incorreta
Por quê: na neuropatia auditiva as CCE funcionam (EOA presentes), mas a via neural não conduz (PEATE alterado). Por isso RN com IRDA — como egressos de UTI — fazem PEATE automático.
A) Verdadeira
Metade das crianças surdas não tem fator de risco.
B) Verdadeira
EOA = produto das CCE.
C) Incorreta (gabarito)
EOA não avalia nervo/tronco.
D) Verdadeira
A EOA depende de orelha externa e média livres — causa comum de falso “falha”.
E) Verdadeira
Regra 1–3–6.
EOA + / PEATE − = neuropatia auditiva. Pense em hiperbilirrubinemia e prematuridade.
3. Atribua V ou F sobre ototoxicidade: ( ) Aminoglicosídeos lesam inicialmente as células ciliadas externas da espira basal, afetando primeiro as frequências agudas. ( ) A perda auditiva por furosemida é, em regra, definitiva, mesmo após suspensão. ( ) A cisplatina é cocleotóxica e seu efeito é cumulativo e dose-dependente. ( ) A associação de aminoglicosídeo com diurético de alça aumenta o risco de lesão coclear. A sequência correta é:
✓ V – F – V – V
Por quê: diuréticos de alça atuam na estria vascular e a perda costuma ser reversível (salvo associação/doses altas em insuficiência renal). As demais são verdadeiras.
A) Correta
Só a 2ª é falsa.
B) Todas V
Furosemida isolada: geralmente reversível.
C) F na 1ª
Base/agudos primeiro é o padrão dos ototóxicos.
D) F na 3ª
Cisplatina é o antineoplásico ototóxico clássico.
E) F na 4ª
A associação é fator de risco listado.
Reversíveis para lembrar: salicilatos, diuréticos de alça, quinino, eritromicina. Irreversíveis: aminoglicosídeos e cisplatina.
4. Mulher, 29 anos, refere piora progressiva da audição bilateral, mais à esquerda, que se acentuou após a última gestação. Diz ouvir melhor em ambientes barulhentos. Mãe usa aparelho auditivo desde os 40 anos. Otoscopia normal. Qual achado é esperado na investigação?
✓ Otosclerose — entalhe de Carhart
Por quê: mulher jovem, piora na gestação, paracusia de Willis, história familiar, otoscopia normal = otosclerose. Audiometria: condutiva com entalhe de Carhart na VO (~2 kHz).
A) Tipo B + reflexo presente
B = efusão (otoscopia seria alterada); na otosclerose a curva é A/As e o reflexo está ausente.
B) Rinne + E, Weber D
Padrão de NS esquerda. Na condutiva E: Rinne − e Weber para a E.
C) Entalhe 4 kHz
Isso é PAIR.
D) Correta
Gap + Carhart.
E) EOA + / PEATE −
Neuropatia auditiva, contexto neonatal.
O entalhe de Carhart não é lesão coclear real: desaparece após a estapedotomia.
5. Homem, 47 anos, chega à emergência: acordou há 36 horas com “ouvido esquerdo tapado”, zumbido e sem ouvir desse lado. Nega trauma, otalgia ou vertigem. Otoscopia normal bilateral. Weber lateraliza para a direita; Rinne positivo bilateral. Audiometria só disponível em 5 dias. Qual a conduta mais adequada?
✓ Corticoide já + audiometria + RM
Por quê: Weber para o lado bom + Rinne + bilateral + otoscopia normal = perda NS esquerda de instalação súbita. A acumetria autoriza tratar sem esperar a audiometria; tempo até o tratamento é fator prognóstico.
A) Aguardar
Atraso piora prognóstico — é emergência.
B) Correta
Corticoide + confirmação audiométrica + RM para afastar schwannoma.
C) Disfunção tubária
Daria padrão condutivo (Weber para a E, Rinne −) e alteração otoscópica/timpanométrica.
D) TC de crânio
Não avalia adequadamente o ângulo pontocerebelar/nervo; o exame é RM com gadolínio.
E) Antiviral + vasodilatador
Sem benefício comprovado; não são primeira linha.
Surdez súbita = otoscopia + diapasão na emergência → corticoide no mesmo dia.
6. RN de 34 semanas, 1.400 g, permaneceu 12 dias em UTI neonatal com ventilação mecânica e recebeu gentamicina. Qual o exame de triagem auditiva mais adequado antes da alta?
✓ PEATE automático + seguimento
Por quê: vários IRDA (UTI > 5 dias, ventilação, ototóxico, peso < 1.500 g). Risco de neuropatia auditiva → PEATE. Perdas podem ser tardias/progressivas → monitorar.
A) EOA isolada
Não detecta neuropatia; e IRDA exige seguimento.
B) Audiometria tonal
Exige resposta comportamental — impossível no RN.
C) Nenhum
Perde a janela de intervenção; TAN é obrigatória.
D) Correta
Protocolo para RN com risco.
E) TC
Imagem não é triagem; entra na investigação etiológica/pré-implante.
8. Sobre surdez na infância e implante coclear, analise: I – O implante coclear está indicado na perda neurossensorial severa a profunda bilateral sem benefício com aparelho de amplificação sonora. II – Na surdez pré-lingual, o desempenho de linguagem após o implante independe da idade em que ele é realizado. III – Após meningite bacteriana com surdez profunda, o implante deve ser antecipado pelo risco de ossificação coclear. IV – A mutação do gene GJB2 (conexina 26) é causa importante de surdez sindrômica, associada a bócio. Estão corretas:
✓ I e III
Por quê: II é falsa — existe janela de plasticidade; quanto mais precoce, melhor. IV é falsa — GJB2 é a principal causa não sindrômica; surdez + bócio é a síndrome de Pendred (SLC26A4).
A) I e II
II ignora a janela crítica.
B) Correta
I e III verdadeiras.
C) I, III e IV
IV confunde conexina 26 com Pendred.
D) II e IV
Duas falsas.
E) Todas
“Independe da idade” é absoluto e falso.
Síndromes em uma linha: Usher = olho · Pendred = tireoide · Alport = rim · Jervell-Lange-Nielsen = coração (QT) · Waardenburg = pigmento.
9. Mulher de 52 anos com surdez súbita neurossensorial à esquerda instalada há 3 dias, sem comorbidades. Segundo o Rotinas em Otorrinolaringologia, o esquema de corticoterapia oral recomendado é:
✓ 1 mg/kg/dia, máx. 60 mg, 7–14 dias + desmame
Por quê: o livro é explícito — “a dose recomendada é de 1 mg/kg/dia, com dose máxima de 60 mg/dia de prednisona ou prednisolona […] dose única pela manhã, e a duração do tratamento, de 7 a 14 dias em dose plena, seguida de redução progressiva pelo mesmo período”. Os maiores benefícios aparecem quando o tratamento começa nas primeiras duas semanas.
A) Dose baixa e curta
Subdose e sem desmame; não é o esquema do livro.
B) Dexametasona 30 dias
Esquema inexistente na recomendação; o livro cita equivalência posológica, não uso prolongado.
C) Correta
Transcrição do capítulo 2.15.
D) Intratimpânico sempre
A via intratimpânica é opção — ganha espaço como alternativa em quem não pode usar corticoide sistêmico (diabetes, HAS não controlada, glaucoma) e como resgate.
E) Esperar a audiometria
A acumetria já permite tratar; o atraso é fator de pior prognóstico.
Contraindicou o sistêmico (DM, HAS descontrolada, glaucoma)? Pense em intratimpânico — no Brasil, metilprednisolona 40 mg/mL, 0,5 mL por semana.
10. Sobre ototoxicidade, conforme o Rotinas em Otorrinolaringologia, analise: I – Estreptomicina, gentamicina e tobramicina são descritas como predominantemente vestibulotóxicas, enquanto amicacina, neomicina, canamicina e netilmicina são cocleotóxicas. II – Considera-se ototoxicose quando há perda neurossensorial de 25 dB em uma ou mais frequências entre 250 e 8.000 Hz. III – As lesões por diuréticos de alça e salicilatos ocorrem na estria vascular e, por isso, tendem a ser reversíveis após a suspensão da droga. IV – Nos pacientes de risco, a monitoração deve ser feita antes do tratamento e a cada dois dias durante o tratamento, observando as frequências de 5.000 a 8.000 Hz. Estão corretas:
✓ Todas são do livro
Por quê: I é a Tabela 2.13.1 (e o texto acrescenta que a netilmicina é o aminoglicosídeo de menor ototoxicidade). II é o critério literal de ototoxicose. III é o segundo mecanismo descrito (alteração iônica da endolinfa, que cessa com a suspensão). IV é a rotina de monitoração — com as EOA como grandes aliadas, sobretudo na UTI neonatal.
A) I e III
Exclui o critério dos 25 dB e a monitoração.
B) Correta
As quatro afirmativas são do capítulo 2.13.
C) II e IV
I e III também estão corretas.
D) I, II e IV
III é verdadeira: é justamente o mecanismo que explica a reversibilidade.
E) III e IV
Ignora a divisão cocleo/vestibulotóxica e o critério diagnóstico.
Regra de bolso para a tabela: as “E-G-T” (Estreptomicina, Gentamicina, Tobramicina) derrubam o equilíbrio; as demais derrubam a audição.
11. Sobre a investigação da perda auditiva induzida pelo ruído, assinale a alternativa INCORRETA:
✓ D é a incorreta
Por quê: o livro afirma que a audiometria ocupacional “pode ser utilizada no acompanhamento e controle da perda auditiva, porém não fornece diagnóstico da PAIR, pois a falta da via óssea não permite a identificação de lesão neurossensorial”. Lembre ainda que o diagnóstico definitivo de nexo causal cabe ao médico do trabalho.
A) Verdadeira
Audiometria tonal aéreo-óssea + vocal + recrutamento; PEATE e EOA se houver suspeita de simulação.
B) Verdadeira
14 horas de repouso auditivo, para não confundir TTS com PAIR.
C) Verdadeira
Tabela 2.12.1: 85 dB = 8 h; 90 dB = 4 h; 100 dB = 1 h; 115 dB = 7 min.
D) Incorreta (gabarito)
Sem via óssea não se caracteriza a perda neurossensorial.
E) Verdadeira
Tetos citados pelo livro; combinada à presbiacusia, os limiares pioram.
Se a questão der uma audiometria “só via aérea”, ela nunca permite dizer o tipo de perda — só o grau.
12. Atribua V ou F sobre otosclerose, segundo o livro: ( ) A indicação de estapedotomia é feita quando há gap aéreo-ósseo maior que 25 dB, com os limiares ósseos ainda preservados. ( ) O reflexo estapédico está ausente mesmo em estágios iniciais da doença. ( ) Trata-se de osteodistrofia que acomete exclusivamente o osso temporal, com herança autossômica dominante de penetrância variável. ( ) A otosclerose clínica é mais frequente que a histológica. A sequência correta é:
✓ V – V – V – F
Por quê: a última é falsa — a forma histológica é muito mais comum: há focos otoscleróticos na platina em 7% dos homens e 10% das mulheres brancas, mas apenas 12% desses desenvolvem fixação da platina e perda auditiva. As demais são literais: gap > 25 dB com via óssea preservada indica cirurgia (sucesso ~95%); reflexo ausente já no início (útil para diferenciar da deiscência de canal semicircular superior); osteodistrofia exclusiva do osso temporal, autossômica dominante de penetrância e expressão variáveis.
A) Correta
Só a 4ª é falsa.
B) F na 2ª
O reflexo some cedo — é um dos achados mais característicos.
C) F na 1ª
O gap > 25 dB com via óssea preservada é exatamente a indicação cirúrgica do livro.
D) F na 3ª
A definição de osteodistrofia exclusiva do temporal é do próprio capítulo.
E) Duas falsas a mais
Só a afirmativa sobre a forma clínica é falsa.
Dois “15/25” para não trocar: Rinne fica negativo com gap > 15 dB (512 Hz); a cirurgia se indica com gap > 25 dB.
13. Homem de 49 anos com hipoacusia progressiva à direita há 2 anos e zumbido contínuo e agudo do mesmo lado. Otoscopia normal. Audiometria: perda neurossensorial moderada à direita com índice de reconhecimento de fala muito pior do que a perda tonal justificaria; reflexo estapédico ausente à direita. Qual a conduta e o achado esperados?
✓ RM com contraste
Por quê: perda NS unilateral progressiva + zumbido unilateral + discriminação pobre desproporcional = suspeita de schwannoma vestibular (90% dos tumores do APC; perda auditiva unilateral em 95% dos casos). O livro indica RM com contraste venoso — sensibilidade de 100% no CAI e no APC, contra 36% e 68% da TC contrastada. A “teoria versus prática” do capítulo cobra exatamente isso: valorizar assimetria de audição e zumbido unilateral.
A) TC
Só mostra lesões maiores que 6 mm (alargamento do meato acústico interno); fica para quem não pode fazer RM.
B) Acompanhar
Presbiacusia é bilateral e simétrica; perda unilateral exige investigação.
C) Correta
RM com contraste (T1): captação intensa, imagem em “sorvete”.
D) Corticoide
Não houve instalação em ≤ 72 h; a perda é progressiva há 2 anos.
E) EOA
Avaliam células ciliadas externas, não a via neural — não excluem lesão retrococlear.
Se o tumor for < 2 cm com boa audição: cirurgia com preservação auditiva ou observação (decisão do paciente). > 2 cm em < 65 anos saudável: cirurgia. > 65 anos, < 3 cm ou orelha única: radiocirurgia.
14. Sobre a disacusia congênita e a triagem auditiva neonatal, assinale a alternativa correta:
✓ Diagnóstico até 3 meses, intervenção até 6
Por quê: frase literal do capítulo 2.10. A avaliação deve ser feita nas primeiras 24 a 48 horas de vida ou, no máximo, até 1 mês, independentemente de fatores de risco.
A) Só quem tem risco
De 27,3 a 50% dos RN com perda auditiva não têm nenhum fator de risco — por isso a triagem é universal.
B) Falha → alta
Falha no teste e no reteste das EOA → PEATE; se falhar de novo, investigação e reabilitação (Fig. 2.10.3).
C) Rubéola
O CMV é a causa viral mais frequente de infecção intrauterina e a principal causa infecciosa de surdez congênita (~1% dos RN infectados; PCR na saliva; ganciclovir).
D) UTI igual à população
Na UTI neonatal é de 1 a 4 em cada 100, contra 1–3 em cada 1.000 nascidos vivos.
E) Correta
Metas do livro para diagnóstico e intervenção.
Fluxo em uma linha: sem risco → EOA → falhou 2× → PEATE. Com risco → já começa por PEATE.
Nota · Rinite e rinossinusiteRinossinusiteCai na P1
Sobre o diagnóstico da rinossinusite aguda, analise:I. O raio X de seios da face deve ser solicitado para diferenciar rinossinusite viral de bacteriana.II. Febre acima de 38 °C, dor intensa unilateral e piora após melhora inicial são sinais que sugerem etiologia bacteriana.III. A TC de seios paranasais é reservada principalmente para suspeita de complicações, doença crônica e planejamento cirúrgico.
✓ II e III
Por quê: I é falsa: o RX aumenta a probabilidade de 20% para só 48% e não diferencia etiologia. II lista 3 dos 5 critérios do livro (febre > 38 °C, dor intensa unilateral, recaída). III é a indicação correta da TC (suspeita de complicação, casos crônicos e planejamento cirúrgico).
A) ERRADA
I é falsa.
B) ERRADA
Omite III, verdadeira.
C) ERRADA
I é falsa.
D) CORRETA
Correta.
E) ERRADA
I é falsa.
Imagem na RSA só responde a uma pergunta: há complicação?
Por quê: É o Quadro 4.16.1 do livro, na ordem anatômica de fora para dentro: pálpebra (celulite pré-septal), gordura orbitária difusa (celulite orbitária), coleção junto ao osso (abscesso subperiosteal), coleção dentro da órbita (abscesso orbitário) e extensão venosa ao seio cavernoso. Lembre que o mesmo capítulo defende a classificação de Velasco e Cruz, em que pré-septal é palpebral e trombose de seio cavernoso é complicação intracraniana.
A) ERRADA
Inverte I e II e III/IV.
B) CORRETA
Correta.
C) ERRADA
Troca a ordem de II/III e IV/V.
D) ERRADA
Inverte III e IV e troca V por meningite.
E) ERRADA
Abscesso subperiosteal não é o primeiro estágio.
Mnemônico: 'Pálpebra, Gordura, Periósteo, Órbita, Cavernoso'. Subperiosteal vem ANTES do orbitário. E 75% das complicações orbitárias vêm de RSA.
Nota · Rinite e rinossinusiteRinossinusiteCai na P1
Sobre a rinite alérgica, assinale a alternativa INCORRETA:
✓ IgE total não serve para diagnóstico
Por quê: IgE total não auxilia o diagnóstico de rinite alérgica (pode estar alta por parasitose, dermatite, tabagismo e normal em alérgicos). O que demonstra sensibilização é IgE específica: prick-test ou IgE sérica específica. E ainda assim o diagnóstico é clínico.
A) ERRADA
Verdadeira: padrão-ouro.
B) ERRADA
Verdadeira.
C) CORRETA
É a incorreta.
D) ERRADA
Verdadeira: persistente exige os dois (E).
E) ERRADA
Verdadeira.
IgE TOTAL não auxilia o diagnóstico. IgE ESPECÍFICA (prick ou sérica) mostra sensibilização, que ainda precisa bater com a clínica — o livro lembra que muitos assintomáticos têm teste positivo irrelevante.
Nota · Rinite e rinossinusiteRinossinusiteCai na P1
Mulher, 34 anos, previamente hígida, com congestão nasal, rinorreia e dor facial bilateral leve há 4 dias. Temperatura 37,6 °C. Refere secreção esverdeada desde ontem e pede antibiótico. Sem alterações oculares ou neurológicas. Melhor conduta:
✓ RSA viral: sintomático
Por quê: 4 dias, febre baixa, sem recaída, sem dor unilateral intensa nem sinal de alarme: não fecha 3 dos 5 critérios, é viral. A cor da secreção reflete neutrófilos, não bactéria. Orientar retorno (recaída, febre > 38 °C, dor unilateral intensa, sinais oculares/neurológicos) faz parte da conduta.
Nota · Rinite e rinossinusiteRinossinusiteCai na P1
Menino de 5 anos com resfriado há 6 dias evolui com edema e eritema da pálpebra superior esquerda. Ao exame, abre o olho, sem proptose, sem quemose, motilidade ocular preservada e indolor, acuidade visual normal. Afebril, bom estado geral. Sobre o caso, é correto:
✓ Pré-septal (Chandler I)
Por quê: Olho com exame normal = quadro orbitopalpebral sem sinal de gravidade. O livro diz que, de preferência, todos seriam internados com ATB EV, mas admite a exceção ambulatorial descrita por alguns autores: bom estado geral, sem oftalmoplegia, sem alteração visual e sem sinais de SNC → amoxicilina-clavulanato 500/125 mg (50/12,5 mg/kg/dia) VO 8/8 h por 14 dias, reavaliando em 24–48 h. Pela via venosa comum, a pré-septal isolada é rara: qualquer sinal orbitário (proptose, quemose, dor à motilidade, queda visual) → internar.
A) CORRETA
Correta.
B) ERRADA
Celulite orbitária exige sinais pós-septais.
C) ERRADA
O exame inicial numa suspeita pós-septal seria TC contrastada de seios e órbitas; RM é para SNC.
D) ERRADA
Edema palpebral por sinusite é complicação: não se aguarda.
E) ERRADA
Cirurgia é para abscesso ou piora visual.
O septo orbitário separa ambulatório de internação, mas quem decide mesmo é o exame oftalmológico completo: acuidade, motricidade, pupilas e fundo de olho.
Nota · Rinite e rinossinusiteRinossinusiteCai na P1
Sobre a rinossinusite crônica, julgue V ou F:( ) Define-se por sintomas persistentes por 12 semanas ou mais.( ) O antibiótico prolongado é o pilar do tratamento, dada a natureza predominantemente infecciosa da doença.( ) A forma com pólipos associa-se a resposta Th2, eosinofilia, asma e intolerância ao ácido acetilsalicílico.( ) A TC de seios paranasais é o exame de imagem padrão-ouro para estadiamento e planejamento cirúrgico.
✓ V – F – V – V
Por quê: A 2ª é falsa: "o papel da inflamação na fisiopatogenia da RSC é muito maior que o papel da infecção"; o pilar é irrigação salina + corticoide tópico (± corticoide oral na polipose), e o antibiótico só se houver infecção aguda sobreposta, como coadjuvante. Macrolídeo em dose baixa e tempo prolongado é imunomodulador e controverso, indicado sobretudo em quem não tem IgE aumentada.
A) ERRADA
A 2ª é falsa.
B) ERRADA
A 1ª é verdadeira.
C) ERRADA
A 3ª é verdadeira.
D) CORRETA
Correta.
E) ERRADA
2ª falsa; 3ª e 4ª verdadeiras.
Crônica = inflamação; aguda = infecção (viral na maioria).
Nota · Rinite e rinossinusiteRinossinusiteCai na P1
Adolescente de 15 anos, tratado ambulatorialmente para sinusite frontal há 1 semana, chega com febre, cefaleia intensa, vômitos e abaulamento amolecido e doloroso na região frontal. Sem alterações oculares. A hipótese e a conduta mais adequadas são:
✓ Pott's puffy tumor
Por quê: Sinusite frontal + edema mole e flutuante na testa = tumor de Pott (osteomielite do osso frontal com abscesso subperiosteal; principal germe S. aureus, típico de adolescentes e adultos jovens). Cefaleia intensa e vômitos sugerem complicação intracraniana associada (empiema epidural ou subdural, abscesso frontal) pelas veias diploicas. Pelo fluxograma 4.17.1: internar, colher cultura, ATB EV, TC de seios e crânio com contraste, RM se coleção, cirurgia sinusal e drenagem neurocirúrgica. Para o Pott, o livro exige ATB EV por no mínimo 6 semanas mais desbridamento e sinusectomia endoscópica.
A) ERRADA
Não há sinais palpebrais; e o quadro é grave.
B) CORRETA
Correta.
C) ERRADA
Febre, abaulamento e cefaleia intensa são sinais de alarme.
D) ERRADA
Cefaleia com febre e sinais de alarme exige investigação.
E) ERRADA
Evolução aguda febril não combina com cisto.
Sinusite frontal em adolescente com cefaleia importante: pense em SNC. Tumor de Pott é um dos gatilhos de internação do fluxograma do livro.
Nota · Rinite e rinossinusiteRinossinusiteCai na P1
Rotinas · assertivas
Sobre os exames complementares na rinossinusite aguda, considerando uma probabilidade pré-teste clínica de 20%, analise:I. A radiografia simples de seios paranasais tem sensibilidade de 76% e especificidade de 79%, elevando a certeza diagnóstica de 20 para cerca de 48%.II. A endoscopia nasal apresenta sensibilidade de 82,7%, especificidade de 94% e valor preditivo positivo de 93%, elevando a possibilidade diagnóstica de 20 para 78%.III. A tomografia computadorizada com três cortes coronais eleva o diagnóstico presuntivo de 20 para 75%, e sua especificidade se refere à rinossinusite bacteriana.
✓ I e II
Por quê: I e II são os números exatos do capítulo 4.4. III erra no final: a especificidade de 92,6% da TC (sensibilidade 95,1%) refere-se à rinossinusite aguda, e não necessariamente à bacteriana — tanto que, em pacientes com resfriado comum, a TC mostra alteração maxilar em 87%, oclusão infundibuloetmoidal em 70%, etmoidal em 70% e frontal em 39%.
A) ERRADA
II também é verdadeira.
B) ERRADA
III é a falsa.
C) CORRETA
Correta.
D) ERRADA
Inclui III.
E) ERRADA
Inclui III.
Raio X = "cara ou coroa" (48%). Endoscopia com pus = 78% e VPP 93%. TC é sensível demais: enxerga o resfriado.
Nota · Rinite e rinossinusiteRinossinusiteCai na P1
Rotinas · INCORRETA
Segundo o capítulo de rinossinusite aguda de Rotinas em Otorrinolaringologia, a rinossinusite aguda bacteriana deve ser considerada na presença de três dos sinais e sintomas listados. Assinale a alternativa que NÃO é um desses critérios:
✓ Tempo isolado não é critério
Por quê: Os cinco critérios são: secreção unilateral/purulenta no cavum, dor intensa unilateral, febre > 38 °C, VHS/PCR elevados e recaída. Sintomas por mais de 10 dias definem a rinossinusite pós-viral e, isoladamente, "não devem mais ser critério para o diagnóstico de RSAB e o consequente uso de antimicrobianos". O que conta é o tipo de evolução (gravidade, recaída) somado ao exame físico.
A) ERRADA
É critério.
B) CORRETA
É a exceção: tempo > 10 dias = pós-viral.
C) ERRADA
É critério (note: > 38 °C, não 38,3 °C — esse é o limite da observação ativa).
D) ERRADA
É critério.
E) ERRADA
É critério (a "dupla piora").
Criou-se a pós-viral justamente para tirar o relógio da decisão de antibiótico.
Nota · Rinite e rinossinusiteRinossinusiteCai na P1
Rotinas · vinheta de conduta
Homem de 40 anos, hígido, com RSA bacteriana, iniciou amoxicilina 500 mg 8/8 h. No 7º dia mantém exatamente os mesmos sintomas, sem nenhuma melhora gradual, sem sinais oculares ou neurológicos. Conforme o livro, a conduta mais adequada é:
✓ Falha no 7º dia = reavaliar e ampliar
Por quê: O livro define falha no 7º dia: "não melhora" é a persistência dos sinais sem nenhuma melhora gradual; "piora" é progressão ou sintomas novos. Nos dois casos, reavaliar para confirmar o diagnóstico e procurar complicações; em quem já usa ATB, ampliar empiricamente para amoxicilina 4 g/dia + clavulanato ou levofloxacino (cobrem H. influenzae produtor de betalactamase, Moraxella, pneumococo resistente, e ainda S. aureus e anaeróbios), julgar a coleta de material ou repensar a etiologia.
A) ERRADA
Ausência total de melhora no 7º dia é a definição de falha.
B) ERRADA
Frase invertida: o livro diz que cefalosporinas e macrolídeos não possuem boa cobertura para pneumococo e Haemophilus.
C) ERRADA
Radiografia não deve ser solicitada para RSA.
D) CORRETA
Correta.
E) ERRADA
A punção é reservada a imunossuprimido, febre de origem indeterminada, falha e complicações — "considerar", nunca rotina.
Falha terapêutica é também um convite a repetir o exame físico: a complicação pode ter sido o motivo da "falha".
Nota · Rinite e rinossinusiteRinossinusiteCai na P1
Rotinas · vinheta orbitária
Menina de 3 anos com etmoidite evolui com edema orbitopalpebral à esquerda. A TC com contraste mostra abscesso subperiosteal medial de cerca de 0,5 mL. Acuidade visual e reflexo pupilar normais, motricidade preservada, bom estado geral. Iniciou antibiótico endovenoso, com melhora clara em 36 horas. Segundo o capítulo de complicações orbitárias, a conduta é:
✓ Abscesso pequeno e medial que responde pode ser clínico
Por quê: O livro cita estudos em crianças com menos de 4 anos: abscessos pequenos (< 1 mL), mediais, sem alteração visual, sem envolvimento sistêmico significativo e que respondem ao antibiótico EV em 24–48 h não necessitam de cirurgia. Internados devem ser avaliados pelo menos 2×/dia quanto a SNC, acuidade, motricidade e pupilas; a troca para via oral só após melhora substancial e 48 h afebril, completando pelo menos 14 dias.
A) ERRADA
Há controvérsia sobre drenagem precoce quando não existe urgência oftalmológica. Já o abscesso orbitário (dentro do cone) é que exige drenagem de urgência.
B) ERRADA
Cedo demais: precisa de melhora substancial e 48 h afebril antes da transição oral.
C) CORRETA
Correta; drenar se abscesso na TC com repercussão, acuidade ≤ 20/60, cegueira/ausência de reflexo aferente, piora ou ausência de melhora em 48 h (critérios de Younis).
D) ERRADA
O corticoide sistêmico é questionável e adjuvante: pode retardar a resolução, aumentar necrose e reduzir a penetração do antibiótico. Nunca substitui o ATB.
E) ERRADA
Radiografia não tem papel; o exame é a TC com contraste.
Na órbita, quem decide a cirurgia é a visão e a resposta em 48 h — não o simples fato de existir uma coleção.
Nota · Rinite e rinossinusiteRinossinusiteCai na P1
Rotinas · V ou F
Sobre as complicações intracranianas das rinossinusites, julgue V ou F:( ) O empiema subdural é descrito como a complicação intracraniana mais frequente e a punção lombar é contraindicada pelo aumento da pressão intracraniana.( ) O empiema epidural tem expansão lenta e, na tomografia, a coleção não ultrapassa as linhas de sutura.( ) A via de disseminação mais frequente é a tromboflebite retrógrada pelas veias diploicas avalvuladas.( ) Na trombose do seio cavernoso, o olho contralateral costuma ser acometido em cerca de 48 horas, e a mortalidade gira em torno de 30%.
✓ Todas verdadeiras
Por quê: As quatro são do capítulo 4.17. O empiema subdural é o mais frequente, progride rápido (emergência neurocirúrgica), aparece como coleção em crescente que pode ultrapassar suturas, com mortalidade ~25%; a punção lombar é contraindicada (também no abscesso cerebral). O epidural é lento porque a dura é aderida ao osso, e por isso a coleção não cruza as suturas. A disseminação hematogênica por tromboflebite retrógrada nas veias diploicas é a via mais frequente. A trombose de seio cavernoso passa para o outro olho em ~48 h pelo seio intercavernoso, com mortalidade ~30% e sequelas em 50%.
A) CORRETA
Correta.
B) ERRADA
A 3ª é verdadeira.
C) ERRADA
A 2ª e a 4ª são verdadeiras.
D) ERRADA
A 1ª é verdadeira.
E) ERRADA
Só a 3ª estaria certa.
Epidural = lento e "preso" pelas suturas. Subdural = rápido, crescente e atravessa suturas. Nos dois com coleção, nada de punção lombar.
Nota · Rinite e rinossinusiteRinossinusiteCai na P1
Rotinas · vinheta diagnóstica
Mulher de 43 anos, obesa, sem trauma, com rinorreia clara unilateral à direita há 3 meses, que piora ao inclinar a cabeça, e um episódio prévio de meningite pneumocócica. Qual a melhor sequência diagnóstica, segundo o livro?
✓ Provar que é liquor, depois localizar
Por quê: Rinorreia "água de rocha", unilateral, em mulher por volta da quarta década com IMC elevado e meningite prévia é o retrato da fístula liquórica espontânea primária. Primeiro se prova que é liquor: glicose ≥ 30 mg/dL (coletar ~1,5 mL em frasco limpo, envio imediato) ou, como padrão-ouro, β2-transferrina / β-traço-proteína, presentes só no liquor e na endolinfa. Depois vem o topodiagnóstico: TC de alta resolução + RM em T2, que juntas atingem acurácia de 96% (S 95%, E 100%).
A) ERRADA
A glicofita não deve ser preconizada: baixa especificidade, pode ser positiva com lágrima.
B) ERRADA
Rinorreia clara unilateral não é rinite: o risco é meningite.
C) ERRADA
A cisternotomografia é invasiva e fica reservada a quando a rinoliquorreia já está comprovada e os exames não invasivos não localizaram a fístula.
D) ERRADA
Radiografia não tem papel.
E) CORRETA
Correta. Ainda: vacina antipneumocócica de rotina e correção endoscópica (sucesso > 90%), lembrando a recidiva de ~25% nas espontâneas primárias.
Coriza clara de um lado só = prove que é liquor antes de tratar como rinite.
1) Menino de 7 anos com dor de garganta de início súbito há 1 dia, febre de 38,7 °C e dor abdominal. Sem tosse ou coriza. Ao exame: hiperemia e exsudato tonsilar bilateral, petéquias em palato e linfonodos cervicais anteriores dolorosos. Qual a conduta mais adequada?
✓ Testar, e cultura se negativo na criança
Por quê: quadro de alta probabilidade de EBHGA (McIsaac 5: febre, sem tosse, linfonodos, exsudato, idade 3–14). A diretriz manda confirmar: TR positivo → trata; TR negativo em criança → cultura, porque a sensibilidade do TR é ~75%.
A) Empírico por exsudato
Exsudato não confirma bactéria; e o curso oral é de 10 dias, não 7.
B) Correta
Fluxo TR → cultura se negativo em criança/adolescente.
C) Alta sem testar
Clínica claramente sugestiva de estrepto em faixa etária de risco para febre reumática.
D) TR negativo basta
Isso vale para adultos, não para crianças.
E) Monoteste
Sem adenopatia posterior, esplenomegalia ou astenia marcante; não é o primeiro passo.
Adulto com TR negativo: para. Criança com TR negativo: cultura.
3) Adolescente de 17 anos com febre, dor de garganta e cansaço intenso há 6 dias. Tonsilas muito aumentadas com exsudato, linfonodomegalia cervical posterior e baço palpável. Considere: I – Um hemograma com linfocitose e linfócitos atípicos reforça a hipótese diagnóstica. II – Se surgir exantema após amoxicilina, está caracterizada alergia verdadeira à penicilina, contraindicando betalactâmicos por toda a vida. III – Deve-se orientar afastamento de esportes de contato pelo risco de ruptura esplênica.
✓ I e III
Por quê: mononucleose por EBV. Linfocitose atípica é típica (I). O rash por amino-penicilina na mono não é alergia IgE verdadeira (II falsa, com o absoluto "por toda a vida"). Esplenomegalia → risco de ruptura (III).
A) Apenas I
Esquece a III, correta.
B, D, E)
Incluem a II, que é falsa.
C) Correta
I e III.
Adenopatia posterior + esplenomegalia + astenia = EBV até prova em contrário.
4) Mulher de 20 anos com faringite há 5 dias, com piora nas últimas 48 h: dor de garganta intensa à esquerda, sialorreia, trismo e voz abafada. Ao exame, abaulamento do palato mole e do pilar anterior à esquerda, com úvula desviada para a direita. A conduta é:
✓ Abscesso periamigdaliano: drenar + ATB
Por quê: trismo, voz de "batata quente", sialorreia e desvio contralateral da úvula = abscesso periamigdaliano. Diagnóstico clínico; tratamento é drenagem + antibiótico (amoxicilina-clavulanato, clindamicina ou penicilina + metronidazol).
A)
Coleção purulenta não resolve só com ATB oral; amoxicilina não cobre bem anaeróbios produtores de β-lactamase.
B) Correta
Drenagem + ATB.
C)
Amigdalectomia pode ser considerada na recorrência, mas não substitui a drenagem aguda.
D)
Diagnóstico é clínico; se imagem for necessária, TC contrastada.
5) Atribua V ou F: ( ) Não se recomenda testar rotineiramente para EBHGA crianças menores de 3 anos. ( ) A presença de placas purulentas nas tonsilas confirma a etiologia bacteriana, dispensando teste. ( ) A cultura de orofaringe é o padrão-ouro, com sensibilidade de 90–95%. ( ) O teste rápido tem sensibilidade de ~95% e especificidade de ~75%. ( ) Macrolídeos são alternativa para pacientes com hipersensibilidade à penicilina.
✓ V, F, V, F, V
Por quê: (1) V — baixa incidência e FR rara. (2) F — vírus também fazem placas. (3) V. (4) F — os valores estão invertidos: especificidade ~95%, sensibilidade ~75%. (5) V — azitromicina/claritromicina (e clindamicina).
A) Correta
Sequência exata.
B)
Considera placa = bactéria.
C, E)
Aceitam os valores invertidos do teste rápido.
D)
Nega o padrão-ouro da cultura.
Número invertido (sens × espec) é pegadinha clássica — o TR é bom para confirmar, fraco para excluir.
6) Criança de 4 anos, em janeiro, com febre, recusa alimentar e odinofagia. Ao exame, pequenas vesículas e úlceras com halo eritematoso em palato mole, pilares amigdalianos e úvula, sem exsudato e com gengivas normais. O agente mais provável é:
✓ Herpangina — Coxsackie A
Por quê: vesículas na orofaringe posterior em criança no verão = herpangina (enterovírus, Coxsackie A).
A) HSV-1
Gengivoestomatite: boca anterior, gengivas edemaciadas e sangrantes.
7) Qual das seguintes crianças preenche os critérios de Paradise para amigdalectomia por faringotonsilite recorrente?
✓ 3/ano por 3 anos, documentados
Por quê: Paradise = ≥ 7 em 1 ano, ≥ 5/ano em 2 anos ou ≥ 3/ano em 3 anos, cada episódio com febre > 38 °C, adenopatia cervical dolorosa, exsudato ou teste positivo.
A)
5 em 1 ano não chega a 7.
B)
Em 2 anos são necessários ≥ 5/ano.
C) Correta
Número e documentação adequados.
D)
Número alto, mas quadros virais sem critérios qualificadores.
E)
6 < 7, e "uso de antibiótico" não é critério.
7 · 5 · 3 em 1 · 2 · 3 anos — e sem documentação, não conta.
8) Rapaz de 18 anos teve faringite há 8 dias. Evoluiu com febre alta com calafrios, dor e edema no pescoço à direita ao longo do esternocleidomastóideo e dispneia. A TC de tórax mostra múltiplos nódulos pulmonares periféricos cavitados. Agente e complicação mais prováveis:
✓ Síndrome de Lemierre
Por quê: jovem, faringite prévia, dor/edema cervical (jugular interna) e êmbolos sépticos pulmonares = Lemierre por F. necrophorum.
A)
Êmbolos sépticos também ocorrem, mas não há uso de drogas EV nem porta de entrada; a faringite + pescoço aponta Lemierre.
B) Correta
Tromboflebite jugular séptica.
C)
FR é não supurativa, sem nódulos pulmonares.
D)
Difteria dá membrana aderente e miocardite tóxica, não embolia séptica.
E)
Não explica tromboflebite nem cavitações.
Lemierre: "a faringite que foi para a jugular e depois para o pulmão".
9) Criança de 6 anos, sem vacinação, com febre baixa, prostração e odinofagia. Nas tonsilas, placa acinzentada que se estende à úvula e ao palato. Há edema cervical volumoso. Sobre a principal hipótese, é INCORRETO afirmar:
✓ Membrana diftérica é aderente e sangra
Por quê: a pseudomembrana da difteria é acinzentada, firmemente aderente, sangra ao ser removida e ultrapassa os limites da tonsila.
A) Verdadeira
Bacilo gram-positivo toxigênico.
B) Verdadeira
Complicações da toxina.
C) Verdadeira
Soro neutraliza toxina livre; penicilina/eritromicina erradicam o bacilo.
D) INCORRETA — resposta
Descreve exsudato comum (ou Plaut-Vincent), não difteria.
E) Verdadeira
Notificação imediata.
Destacou fácil = exsudato banal. Aderente e sangra = difteria.
10) Sobre as complicações não supurativas da infecção por EBHGA: I – A febre reumática ocorre semanas após a faringite e pode ser prevenida com antibiótico iniciado até cerca de 9 dias do início dos sintomas. II – O tratamento precoce da faringite previne a glomerulonefrite pós-estreptocócica. III – PANDAS é entidade consensual e indicação consagrada de amigdalectomia. IV – A escarlatina decorre de exotoxina pirogênica estreptocócica.
✓ I e IV
Por quê: I correta (janela de ~9 dias). II falsa (GNPE não é prevenida). III falsa — "consensual" e "consagrada" são palavras absolutas para uma entidade controversa. IV correta.
A, C, E)
Incluem a II.
B) Correta
I e IV.
D)
Inclui a III.
"Consagrado", "sempre", "nunca" — desconfie, como na questão de antidepressivos no zumbido da prova antiga.
11) Menino de 4 anos, respirador oral, com ronco alto, pausas respiratórias durante o sono e hipoacusia. À otoscopia, membranas timpânicas opacas com nível líquido bilateral. Sobre o quadro, assinale a CORRETA:
✓ Adenoide ↔ tuba auditiva ↔ OME
Por quê: a adenoide fica junto ao óstio faríngeo da tuba; hipertrofiada, obstrui mecanicamente e funciona como reservatório bacteriano → OME/OMA recorrente.
A)
Maior atividade entre 3 e 10 anos (Rotinas, cap. 4.10); involui na puberdade.
B)
Obstrução → voz hiponasal (rinolalia fechada). Hipernasal ocorre após adenoidectomia com insuficiência velofaríngea.
C) Correta
Mecanismo clássico.
D)
Palato ogival e face alongada.
E)
Distúrbio respiratório do sono é, com a infecção recorrente, uma das duas causas mais comuns de indicação (Rotinas, cap. 6.2).
Criança com OME persistente: sempre olhe a adenoide.
12) Adolescente de 14 anos com teste rápido positivo para EBHGA. Relata urticária generalizada e edema de glote após penicilina no passado. A melhor opção é:
✓ Macrolídeo (ou clindamicina)
Por quê: hipersensibilidade imediata (anafilaxia, tipo I) contraindica penicilinas e, pelo livro, cefalosporinas não devem ser usadas. Opções: azitromicina 5 d, claritromicina 10 d, clindamicina 10 d.
A, C)
Penicilinas — contraindicadas.
B)
Cefalosporina: aceitável só em alergia não imediata.
D) Correta
12 mg/kg/dia (máx 500 mg) por 5 dias.
E)
Sulfonamidas são ineficazes contra EBHGA e não devem ser usadas (Rotinas).
Azitromicina é a exceção de duração: 5 dias. O resto, 10.
13) Homem de 35 anos com dor de garganta, febre de 38,4 °C, tosse e exsudato tonsilar. Sem linfonodos cervicais palpáveis. Pelo escore de McIsaac, a pontuação e a conduta são:
✓ 2 pontos → testar
Por quê: febre +1; tosse presente 0; linfonodos 0; exsudato +1; idade 15–44 → 0. Total 2 → teste rápido; tratar só se positivo (adulto: TR negativo basta).
A) Correta
Soma e conduta corretas.
B)
Soma errada (contou a tosse) e empírico não é recomendado. Lembre: o livro nem usa escore; confirma com teste.
C)
Subestima.
D)
Soma errada.
E)
Soma certa, conduta errada.
O critério é ausência de tosse. Tosse presente = zero nesse item.
14) Sobre o diagnóstico da faringotonsilite estreptocócica segundo Rotinas em Otorrinolaringologia, assinale a alternativa INCORRETA:
✓ ASLO, PCR e leucograma são contraindicados
Por quê: o livro é explícito: "as mais recentes diretrizes contraindicam a realização do teste da antiestreptolisina O (ASLO), proteína C-reativa e leucograma para o diagnóstico de infecção pelo EBHGA". O diagnóstico é suspeita clínico-epidemiológica + cultura ou teste rápido.
A) Verdadeira
Padrão-ouro; desvantagem é o tempo até o resultado.
15) Sobre o tratamento antimicrobiano da faringotonsilite por EBHGA, conforme a Tabela 6.1.2 e o texto do livro, considere: I – A amoxicilina pode ser prescrita como 50 mg/kg 1×/dia (máximo 1.000 mg) por 10 dias. II – A penicilina G benzatina é feita em dose única: 600.000 UI abaixo de 27 kg e 1.200.000 UI acima de 27 kg. III – A azitromicina é usada por 10 dias, como os demais esquemas. IV – Pacientes com hipersensibilidade imediata à penicilina não devem ser tratados com cefalosporinas.
✓ I, II e IV
Por quê: a azitromicina é a exceção de duração: 5 dias (12 mg/kg/dia, máx. 500 mg) — por isso III é falsa. As demais reproduzem a tabela e o texto: amoxicilina 10 dias; benzatina dose única com corte em 27 kg; anafilaxia à penicilina contraindica cefalosporina (até 20% de reatividade cruzada).
A, C, D, E)
Todas incluem a III (azitromicina por 10 dias) ou excluem itens corretos.
B) Correta
I, II e IV.
Na tabela do livro, só dois esquemas fogem dos 10 dias: benzatina (1 dose) e azitromicina (5 dias).
16) Menina de 5 anos com ronco alto todas as noites, pausas respiratórias presenciadas, respiração oral e enurese. Na oroscopia, as tonsilas palatinas ocupam cerca de 60% da luz da orofaringe. Qual a conduta e a classificação corretas?
✓ Grau 3 (50–75%) + avaliar a adenoide
Por quê: Brodsky: 1 = até 25%, 2 = 25–50%, 3 = 50–75%, 4 = > 75%. O livro pede roncos/apneias preferencialmente documentados e avaliação dos dois componentes (palatinas pela oroscopia, faríngea por endoscopia nasal — padrão-ouro — ou RX de cavum como triagem). Enurese está no Quadro 6.2.1 de manifestações.
A)
Grau errado e TC não tem indicação de rotina (só para diferencial com tumor/malformação).
B)
60% não é grau 4; e o livro valoriza documentar o distúrbio do sono.
C) Correta
Classificação e investigação corretas.
D)
Enurese e ronco são manifestações clássicas da hipertrofia adenotonsilar.
E)
Subestima o grau.
Os cortes de Brodsky são os mesmos para palatina e adenoide: 25 · 50 · 75%.
17) Sobre hipertrofia adenotonsilar e cirurgia, atribua V ou F: ( ) Diagnosticada hipertensão pulmonar decorrente de hipertrofia adenotonsilar, a indicação cirúrgica torna-se absoluta. ( ) O reflexo nauseoso durante a oroscopia deve ser provocado para expor melhor as tonsilas. ( ) A adenotonsilectomia é o procedimento cirúrgico mais realizado na faixa etária pediátrica. ( ) A adenotonsilectomia reduz de forma importante a imunidade celular e humoral da criança. ( ) A polissonografia é o exame padrão-ouro para documentar apneias do sono.
✓ V, F, V, F, V
Por quê: (1) V — "diagnosticada a HP como decorrente de hipertrofia adenotonsilar, a indicação cirúrgica torna-se absoluta". (2) F — o reflexo projeta as tonsilas medialmente e superestima o tamanho. (3) V — cirurgia mais realizada em pediatria. (4) F — sem repercussão negativa sobre a imunidade. (5) V — PSG é o padrão-ouro (oximetria é triagem).
A) Correta
Sequência exata.
B, E)
Aceitam provocar o reflexo nauseoso.
C)
Nega a indicação absoluta na HP e afirma prejuízo imunológico.
D)
Nega a frequência da cirurgia e o papel da polissonografia.
Hipertensão pulmonar por hipertrofia é a única indicação que o capítulo chama de absoluta.
18) Menino de 6 anos com 4 episódios de faringotonsilite por ano nos últimos 3 anos, todos com febre > 38 °C e exsudato registrados em prontuário. Segundo o livro, são situações que apoiam a indicação de tonsilectomia, EXCETO:
✓ ASLO não indica cirurgia
Por quê: o livro sequer aceita a ASLO para diagnosticar infecção por EBHGA — muito menos como critério cirúrgico. As outras opções são exatamente as do capítulo: Paradise documentado e, fora dele, febre periódica, estomatite aftosa, intolerância/hipersensibilidade a vários antibióticos e história de abscesso peritonsilar.
A) Apoia
O caso preenche: 4 episódios/ano em 3 anos, documentados com febre e exsudato.
B, C, D) Apoiam
São as condições listadas para quem não preenche Paradise.
E) EXCETO — resposta
ASLO não é critério diagnóstico nem cirúrgico.
Sem episódios bem documentados, a recomendação é observar por 12 meses — a doença tende à resolução espontânea.
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Questão 2 · assertivas · laringomalácia
Sobre a laringomalácia, considere:
I – É a principal causa de estridor no neonato e lactente, com piora durante a alimentação, o choro e o decúbito supino.
II – A grande maioria dos pacientes necessita de supraglotoplastia antes de completar 1 ano de vida.
III – O diagnóstico é feito por laringoscopia flexível, que pode mostrar epiglote em ômega e pregas ariepiglóticas curtas.
✓ Gabarito: B (I e III)
Por quê: I e III estão no resumo e no livro. II usa a pegadinha "a grande maioria": só ~10% precisam de supraglotoplastia, e a resolução espontânea ocorre entre 18 e 24 meses (Rotinas, cap. 6.14).
A) Apenas I
Deixa de fora a III, que também é verdadeira.
B) I e III
Correta.
C) II e III
Inclui a II (falsa) e exclui a I (verdadeira).
D) I, II e III
A II é falsa.
E) Apenas III
A I também é verdadeira.
Laringomalácia: benigna e autolimitada; cirurgia só com repercussão — retardo de crescimento, dificuldade alimentar com baixo ganho de peso, tiragem importante, cianose ou necessidade de intubação (Rotinas).
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Questão 3 · vinheta de conduta · crupe
Menino de 2 anos, com coriza e febre baixa há 2 dias, acorda à noite com tosse "de cachorro", rouquidão e estridor inspiratório audível em repouso. Ao exame: bom estado geral, retração de fúrcula leve, entrada de ar normal, SpO₂ 96%, sem sialorreia. Qual a conduta mais adequada?
✓ Gabarito: D
Por quê: crupe viral moderado (Westley: estridor em repouso 2 + retração leve 1 = 3). Corticoide para todos; adrenalina nebulizada quando há estridor em repouso; observar pelo risco de rebote.
A) RX antes
Diagnóstico é clínico; RX não deve atrasar tratamento.
B) Antibiótico
Etiologia viral (parainfluenza). Antibiótico só se traqueíte bacteriana.
C) Salbutamol
β2 age em broncoespasmo, não no edema subglótico. Alta sem corticoide é erro.
D) Dexa + adrenalina + observação
Correta.
E) Intubação
Reservada à falência respiratória (Westley ≥ 12) — criança está em bom estado.
Adrenalina "compra tempo" (~2 h); o corticoide resolve o edema. Nunca uma sem a outra no crupe moderado.
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Questão 4 · vinheta de conduta · epiglotite
Menina de 4 anos, vacinação incompleta, febre de 39,8 °C iniciada há 6 horas. Chega sentada no colo da mãe, inclinada para frente, com a boca aberta, babando, voz abafada, sem tosse, com estridor inspiratório discreto. Qual a conduta inicial mais adequada?
✓ Gabarito: C
Por quê: quadro clássico de epiglotite (toxemia, sialorreia, tripé, voz abafada, sem tosse, Hib não vacinada). Prioridade absoluta é a via aérea em ambiente controlado, sem agitar a criança.
A) Abaixador de língua
Proibido: pode desencadear laringoespasmo e obstrução total.
B) Deitar e puncionar
Decúbito e dor agravam a obstrução. Exames e ATB vêm depois da via aérea segura.
C) Via aérea no CC
Correta: intubação pelo mais experiente, ORL pronto para broncoscopia rígida/traqueostomia.
D) Radiologia
Criança instável não sai para o RX; o sinal do polegar não muda a conduta.
E) Tratar como crupe
Epiglotite é bacteriana e não responde a esse esquema; alta seria catastrófica.
Epiglotite: "não examine, não deite, não pique — leve ao centro cirúrgico".
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Questão 5 · V/F · hemangioma e estenose
Atribua V (verdadeiro) ou F (falso):
( ) O hemangioma subglótico costuma ser assintomático ao nascimento, manifestando-se nos primeiros meses de vida.
( ) Cerca de 50% dos pacientes com hemangioma subglótico apresentam hemangioma cutâneo de cabeça e pescoço.
( ) A biópsia é indispensável para confirmar o diagnóstico de hemangioma subglótico.
( ) O estridor do hemangioma subglótico é bifásico e começa por volta dos 2 meses de vida.
( ) O propranolol reduziu a necessidade de cirurgia e traqueostomia nesses pacientes.
( ) A estenose subglótica adquirida decorre principalmente de intubação endotraqueal.
✓ Gabarito: E (V, V, F, V, V, V)
Por quê: a única falsa é a terceira — a biópsia não costuma ser necessária (diagnóstico endoscópico) e pode provocar sangramento (Rotinas, 6.14). As demais conferem com o livro: ~50% têm hemangioma cutâneo de cabeça e pescoço; sintomas começam por volta dos 2 meses, com estridor bifásico; o propranolol é eficaz e seguro; a ESG adquirida é causada principalmente por entubação (Rotinas, 6.15).
A) V, F, F, V, V, V
Erra a segunda (é verdadeira: cerca de 50%).
B) Tudo V
Aceita a biópsia como indispensável, o que o livro nega.
C) F, V, F, V, F, V
Primeira e quinta são verdadeiras.
D) V, V, F, F, V, F
O propranolol é eficaz e seguro (livro), e o estridor é bifásico desde os primeiros meses.
E) V, V, F, V, V, V
Correta.
"Bebê com mancha vermelha em barba + crupe que não passa" = hemangioma subglótico até prova em contrário.
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Questão 7 · vinheta · corpo estranho
Menina de 2 anos teve episódio súbito de engasgo e tosse enquanto comia amendoim há 3 dias, com melhora parcial. Desde então, tosse persistente. Exame: afebril, sibilos localizados e murmúrio vesicular diminuído em hemitórax direito. Radiografia de tórax em inspiração sem alterações. Qual a conduta?
✓ Gabarito: B
Por quê: história de engasgo + achados localizados = corpo estranho brônquico até prova em contrário. Amendoim é radiotransparente; a broncoscopia rígida é diagnóstica e terapêutica.
A) RX normal exclui
Falso — a maioria dos CE é radiotransparente; RX expiratório pode mostrar aprisionamento aéreo.
B) Broncoscopia rígida
Correta.
C) Fisioterapia
Pode mobilizar o CE para a traqueia/laringe e causar obstrução total. Contraindicada.
D) Heimlich
Só para obstrução total com criança consciente sem conseguir tossir/falar — não é o caso.
E) ATB e esperar
Atrasar a retirada leva a pneumonia de repetição, bronquiectasia e granuloma.
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Questão 8 · semiologia · diagnóstico
Lactente de 3 meses, sexo feminino, afebril, apresenta estridor bifásico e tosse ladrante de piora progressiva desde a 6ª semana de vida, com dois atendimentos prévios por "crupe". Ao exame, lesão vascular avermelhada em mento e mandíbula. A hipótese mais provável é:
✓ Gabarito: A
Por quê: estridor bifásico (subglote) + tosse ladrante + início após semanas de vida com piora progressiva (fase proliferativa) + hemangioma cutâneo em barba.
A) Hemangioma subglótico
Correta.
B) Laringomalácia
Estridor inspiratório (supraglótico), sem tosse ladrante, sem relação com lesão cutânea.
C) Crupe recorrente
Crupe é incomum < 6 meses e cursa com pródromo febril; "crupe" repetido no lactente pequeno pede endoscopia.
D) Epiglotite
Aguda, febril, toxemiada — não evolui por semanas.
E) Paralisia unilateral
Choro fraco e aspiração; obstrução leve, sem tosse ladrante progressiva.
Crupe antes dos 6 meses ou recorrente = pense em lesão estrutural subglótica (hemangioma, ESG).
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Questão 9 · assertivas I–IV · paralisia
Sobre a paralisia de pregas vocais na infância, analise:
I – A paralisia bilateral pode estar associada a doenças do SNC, como hidrocefalia e malformação de Chiari.
II – Na paralisia bilateral, o estridor e as retrações predominam, e frequentemente há indicação de traqueostomia.
III – A paralisia unilateral esquerda pode ocorrer após cirurgia cardíaca, como a ligadura do canal arterial.
IV – A paralisia bilateral nunca apresenta recuperação espontânea, sendo a traqueostomia sempre definitiva.
✓ Gabarito: C (I, II e III)
Por quê: IV tem duas palavras absolutas ("nunca", "sempre") e contradiz o livro: o tratamento definitivo da bilateral deve ser adiado pelo menos 12 meses, porque a maioria dos pacientes sem comorbidade melhora espontaneamente (o resumo fala em até 50% em 1 ano). Observação do livro: a paralisia é a 3ª anomalia congênita mais comum da laringe, e a unilateral é sobretudo por trauma de parto.
A) I e II
Exclui a III, verdadeira (recorrente esquerdo contorna o arco aórtico).
B) I e IV
IV é falsa.
C) I, II e III
Correta.
D) II, III e IV
Exclui I e inclui IV.
E) Todas
IV é falsa.
Palavras absolutas ("nunca", "sempre") em medicina quase sempre marcam a assertiva falsa.
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Questão 10 · vinheta · diferencial
Menino de 5 anos com diagnóstico de crupe há 3 dias apresenta piora súbita: febre de 39,6 °C, aspecto toxêmico, tosse com secreção espessa e estridor bifásico. Recebeu dexametasona e duas nebulizações com adrenalina, sem melhora. Consegue deitar-se e não apresenta sialorreia. A principal hipótese é:
✓ Gabarito: E
Por quê: pródromo de crupe → piora com febre alta, toxemia e secreção purulenta, refratária à adrenalina, com tosse e sem sialorreia. Conduta: broncoscopia (remoção de membranas), frequentemente intubação, ATB antiestafilocócico.
A) Crupe espasmódico
Episódios noturnos súbitos, afebris, que melhoram rápido.
B) Epiglotite
Não tem tosse, tem sialorreia e não tolera decúbito; início abrupto sem pródromo de crupe.
C) Laringomalácia
Doença do lactente, não febril.
D) Asma
Sibilância expiratória difusa, não estridor com toxemia.
E) Traqueíte bacteriana
Correta.
"Crupe que não responde à adrenalina e ficou tóxico" = traqueíte bacteriana (S. aureus).
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Questão 11 · exame complementar
Pré-escolar de 3 anos com IVAS há uma semana evolui com febre alta, recusa alimentar, sialorreia, voz abafada e limitação dolorosa da extensão cervical. Radiografia cervical em perfil mostra alargamento das partes moles pré-vertebrais. Com via aérea estável, qual o exame mais adequado para confirmar o diagnóstico e planejar o tratamento?
✓ Gabarito: B
Por quê: suspeita de abscesso retrofaríngeo (< 5 anos, torcicolo, pré-vertebral alargado). A TC com contraste diferencia celulite × abscesso e mostra extensão (mediastino, grandes vasos).
A) RM de crânio
Não avalia o espaço retrofaríngeo e exige sedação prolongada.
B) TC cervical contrastada
Correta.
C) RX de seios
Irrelevante para o quadro.
D) Videodeglutograma
Avalia aspiração crônica, não coleção infecciosa.
E) Drenagem externa sem imagem
Drenagem (em geral transoral) só após definir que há abscesso e sua extensão.
Linfonodos retrofaríngeos involuem por volta dos 5 anos — por isso o abscesso retrofaríngeo é doença do pré-escolar.
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Questão 12 · número literal · Poiseuille
Uma subglote neonatal de 4 mm de diâmetro sofre edema circunferencial de 1 mm. Considerando fluxo laminar e a lei de Poiseuille, a resistência ao fluxo aéreo aumenta aproximadamente:
✓ Gabarito: D
Por quê: diâmetro 4 → 2 mm significa raio 2 → 1 mm (metade). R ∝ 1/r⁴ → 2⁴ = 16. A área de secção cai 75%.
A) 2×
Relação linear — ignora a potência.
B) 4×
É a redução de área (r²), não a resistência.
C) 8×
Seria r³.
D) 16×
Correta.
E) 32×
Valor para fluxo turbulento (r⁵) — criança chorando.
Mesmo 1 mm num adulto de 15 mm aumenta a resistência menos de 2 vezes.
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Questão 13 · INCORRETA · papilomatose
Sobre a papilomatose respiratória recorrente juvenil, assinale a alternativa INCORRETA:
✓ Gabarito: C
Por quê: a cesárea não elimina o risco (há casos após cesárea e transmissão intrauterina) e o risco absoluto de doença é baixo — não é indicada rotineiramente só por isso. Note as palavras absolutas "toda" e "elimina".
A) Correta
HPV 6/11, canal de parto.
B) Correta
Lesão glótica → alteração de voz antes do estridor.
C) Incorreta — resposta
Absoluto e falso.
D) Correta
Traqueostomia favorece disseminação distal.
E) Correta
Atraso diagnóstico típico.
Criança com rouquidão persistente = olhar a laringe.
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Questão 14 · resumo literal · intubação
Entre os fatores que aumentam o risco de lesão laríngea após intubação endotraqueal em crianças, qual é considerado o mais crítico?
✓ Gabarito: A
Por quê: o resumo afirma que o diâmetro do tubo é o fator mais crítico: deve permitir vazamento de ar sob pressão subglótica < 20 cmH₂O. Outros fatores: composição do tubo, duração da intubação, agitação e condições que lesam a mucosa (refluxo, queimaduras). Atenção à fonte: no capítulo 6.15 (Cláudia Schweiger), quem recebe destaque é o tempo de entubação — o risco basal de estenose sobe 50% a cada 5 dias — junto com as doses extras de sedação. Numa questão baseada no livro, a resposta seria o tempo.
A) Diâmetro
Correta — tubo apertado isquemia a mucosa da cricoide → ESG.
B) Sexo
Não listado como fator.
C) Via
Não é o fator principal descrito.
D) VNI prévia
CPAP/BiPAP são alternativas que evitam intubação, não fatores de risco.
E) FiO₂
Não relacionada à lesão laríngea mecânica.
Vazamento abaixo de 20 cmH₂O = tubo com folga suficiente para não isquemiar a subglote.
Nota · Obstrução de vias aéreasVia aérea pediátricaCai na P1
Rotinas · INCORRETA · estenose de laringe
Sobre a estenose de laringe na criança (cap. 6.15, Schweiger e Manica), assinale a alternativa INCORRETA:
✓ Gabarito: D
Por quê: o livro é explícito — "uma estenose subglótica isolada não altera a voz a não ser que seja muito grave". Voz ou choro fracos indicam comprometimento glótico; voz abafada indica lesão supraglótica.
A) Correta
Definição literal do capítulo (4 mm no termo, 3 mm no prematuro).
B) Correta
Número citado no capítulo — argumento a favor de extubar cedo ou traqueostomizar.
C) Correta
É o passo que leva a isquemia, necrose, condrite e cicatriz (Fig. 6.15.1).
D) Incorreta — resposta
A voz é o marcador da glote, não da subglote.
E) Correta
Lesão fixa = estridor bifásico.
Voz normal + estridor bifásico + intubação prévia = pense em subglote.
Nota · Obstrução de vias aéreasVia aérea pediátricaCai na P1
Rotinas · assertivas · epidemiologia do estridor
Considerando as casuísticas otorrinolaringológicas citadas em Rotinas em Otorrinolaringologia (Tab. 6.14.2) para crianças com menos de 30 meses, analise:
I – A laringomalacia é a causa mais frequente de estridor, respondendo por 58 a 60% dos casos.
II – A estenose subglótica é a segunda causa, com 19 a 20% dos casos.
III – A paralisia de pregas vocais é mais frequente que a estenose subglótica nessas séries.
✓ Gabarito: B (I e II)
Por quê: a ordem do livro é laringomalácia (58–60%) > estenose subglótica (19–20%) > paralisia de pregas vocais (12–13%). A paralisia é a 3ª anomalia congênita mais comum da laringe, o que torna III falsa.
A) Apenas I
II também é verdadeira.
B) I e II
Correta.
C) I e III
III inverte a 2ª e a 3ª causas.
D) II e III
Exclui a I e mantém a III falsa.
E) Todas
III é falsa.
Decore a escada: malácia, estenose, paralisia. E some: ~70% dos estridores em menores de 30 meses são de causa otorrinolaringológica.
Nota · Obstrução de vias aéreasVia aérea pediátricaCai na P1
Rotinas · vinheta de conduta · pós-extubação
Lactente de 5 meses ficou entubado 9 dias por bronquiolite grave. Cinco dias após a extubação, mantém estridor bifásico com esforço leve, aceitando bem a dieta, sem cianose. Qual a conduta mais adequada, segundo o capítulo de estenose de laringe?
✓ Gabarito: A
Por quê: o estridor que persiste por mais de 72 horas após a extubação (ou que começa depois desse período) mostrou-se acurado para o diagnóstico de estenose subglótica por entubação — é exatamente nesses pacientes que o livro indica a endoscopia. E o exame que define local, natureza e grau é a endoscopia rígida sob anestesia geral com ventilação espontânea, que ainda permite palpar as aritenoides à procura de estenose glótica posterior.
A) Endoscopia rígida
Correta.
B) Tratar como crupe
É justamente o erro que faz a estenose ser diagnosticada tarde ("laringites de repetição").
C) RX normal afasta
A imagem só entra quando não se consegue cruzar a estenose e é preciso medir a extensão.
D) Traqueostomia imediata
Não há como graduar sem endoscopia, e a criança está estável.
E) Só exame acordado
Bom para mobilidade das pregas; informa pouco sobre a subglote e não avalia a traqueia.
Estridor > 72 h depois da extubação: olhe a via aérea, não repita corticoide.
Nota · Obstrução de vias aéreasVia aérea pediátricaCai na P1
Rotinas · número literal · Myer-Cotton e Monnier
Menino de 2 anos, traqueostomizado, com estenose subglótica ocupando 60% da luz, sem comorbidades e sem envolvimento glótico. Pela classificação de Myer-Cotton modificada por Monnier (Quadro 6.15.2), o grau e a conduta esperados são:
✓ Gabarito: C
Por quê: Myer-Cotton: I ≤ 50% · II 51–70% · III 71–99% · IV sem luz. Sessenta por cento é grau II; sem comorbidade e sem glote acometida, o quadro de Monnier prevê tratamento endoscópico ou RLT em tempo único com enxerto anterior. Lembre ainda que a maioria dos grau I e muitos grau II não exigem tratamento.
A) Grau I
Grau I é ≤ 50%. (A legenda impressa "0 a 5%" na Figura 6.15.2 é erro de impressão.)
B) Grau I + RCTP
Erra o grau e a conduta: grau I fica em observação ou laser + dilatação.
C) Grau II
Correta.
D) Grau III
Grau III começa em 71%.
E) Grau IV
Grau IV é ausência de luz; e o objetivo do tratamento é decanular (84–96% na RLT em tempo único).
Quanto maior o grau e mais "piores indicadores" (comorbidade, glote), mais a conduta migra de endoscópica para aberta e de tempo único para dois tempos.
Nota · Obstrução de vias aéreasVia aérea pediátricaCai na P1
Rotinas · V/F · laringomalácia
Sobre a laringomalacia segundo Rotinas em Otorrinolaringologia, atribua V ou F:
( ) O estridor começa nas primeiras duas semanas de vida e costuma ter pico entre a 6ª e a 8ª semana.
( ) O refluxo gastroesofágico está presente em 65 a 100% das crianças com laringomalacia.
( ) A teoria etiológica mais aceita atualmente é a neurológica.
( ) A polissonografia deve ser feita de rotina na avaliação inicial de todos os casos.
( ) Em torno de 10% dos pacientes necessitam de cirurgia, cujo sucesso é de aproximadamente 94%.
✓ Gabarito: E (V, V, V, F, V)
Por quê: a única falsa é a quarta — não há evidência que justifique polissonografia de rotina na avaliação inicial; ela é reservada a casos graves (monitorar impacto no sono e efeito da supraglotoplastia) e a formas de aparecimento tardio, obesos ou craniofaciais. As demais são literais do capítulo: início nas primeiras 2 semanas com pico na 6ª–8ª; RGE em 65–100%; teoria neurológica (integração sensitivo-motora do reflexo adutor laríngeo); cirurgia em ~10%, com sucesso de ~94% e revisão em ~20%.
A) V, V, F, V, V
Nega a teoria neurológica e aceita a polissonografia de rotina.
B) F, V, V, F, V
A primeira é verdadeira (2 semanas / pico 6ª–8ª).
C) V, F, V, F, F
Erra o RGE (65–100%) e a taxa de cirurgia/sucesso.
D) V, V, V, V, F
Aceita a polissonografia de rotina e nega os números da cirurgia.
E) V, V, V, F, V
Correta.
Tratar o refluxo faz parte do tratamento da laringomalácia com sintomas alimentares — o consenso do livro.
Nota · Obstrução nasal e rinoplastiaNariz e rinoplastiaCai na P1
Rotinas · assertivas
Sobre a obstrução nasal por problemas de septo e válvula nasal, considere: I – A área valvular é a região mais estreita da cavidade nasal e a de maior resistência ao fluxo aéreo. II – Desvios septais localizados nos primeiros 3 cm da cavidade nasal costumam causar maior grau de obstrução. III – A rinometria acústica apresenta boa correlação com o escore NOSE e deve orientar a indicação cirúrgica na prática diária. Está(ão) correta(s):
Gabarito: D
Por quê: pela lei de Poiseuille, pequenas reduções na área valvular (a mais estreita) aumentam muito a resistência; por isso desvios nos primeiros 3 cm obstruem mais. Já a rinometria acústica não se correlacionou com o NOSE no pré-operatório de rinosseptoplastia e fica restrita a pesquisa e documentação médico-legal.
A) Apenas I
A II também é correta (primeiros 3 cm).
B) Apenas II
A I também é correta.
C) Apenas III
A III é justamente a falsa.
D) I e II
Correta.
E) I, II e III
Inclui a III, falsa: sem correlação (ρ 0,054–0,247; P > 0,05).
Obstrução nasal é sintoma subjetivo: exames objetivos não substituem história e exame físico.
Nota · Obstrução nasal e rinoplastiaNariz e rinoplastiaCai na P1
Rotinas · vinheta de conduta
Homem de 32 anos com obstrução nasal crônica à esquerda. Rinoscopia: desvio septal anterior à esquerda e hipertrofia do corneto inferior direito. Não usa medicações nasais. Segundo o capítulo de válvula e septo do Rotinas, a conduta inicial mais adequada é:
Gabarito: C
Por quê: o livro considera válida a tentativa clínica antes da cirurgia para reduzir o edema de mucosa e cornetos: corticoide nasal tópico diário por três meses + lavagem com soro. A cirurgia é indicada quando há deformidade anatômica capaz de explicar os sintomas.
A) Septoplastia imediata
Pula o tratamento clínico e ignora o componente de cornetos (o corneto contralateral costuma hipertrofiar).
B) Rinometria acústica
Não se correlaciona com o sintoma; uso em pesquisa ou medicolegal.
C) Corticoide 3 meses + lavagem
Correta.
D) Descongestionante contínuo
Causa rinite medicamentosa.
E) Turbinectomia total
Agressiva e fora de hora; o foco do capítulo é septo e válvula.
O desvio de um lado + corneto grande do outro explica por que tantos pacientes com desvio sentem obstrução bilateral.
Nota · Obstrução nasal e rinoplastiaNariz e rinoplastiaCai na P1
Rotinas · INCORRETA
Sobre septoplastia e cirurgia da válvula nasal, assinale a alternativa INCORRETA:
Gabarito: E
Por quê: o livro chama de “grande erro, se generalizado” contraindicar a septoplastia na infância. Deve-se intervir quando o desvio dificulta a respiração e principalmente se desvia a pirâmide (desvios caudais), com técnica conservadora (swinging door/Metzenbaum, preservando mucopericôndrio).
A) Erro diagnóstico
Verdadeira: é a principal causa de fracasso segundo o capítulo.
B) Preservar cartilagem
Verdadeira: retirar quase tudo preservando só o “L” é chamado de erro conceitual.
Nota · Obstrução nasal e rinoplastiaNariz e rinoplastiaCai na P1
Rotinas · vinheta de exame
Recém-nascido com desconforto respiratório. Ao passar uma sonda 6 Fr, ela progride pela narina direita, mas pela esquerda para cerca de 3 cm após a entrada. O descongestionante tópico não muda a obstrução à esquerda. A hipótese e o exame de imagem mais indicados são:
Gabarito: B
Por quê: dificuldade de progredir a sonda após alguns centímetros (em geral 3 cm) sugere alteração posterior, como atresia de coana; sem melhora com descongestionante, a causa não é inflamatória. A endoscopia define o diagnóstico e a TC (exame de escolha para atresia e estenoses) define o padrão da placa.
A) EAPA
A sonda pararia logo na entrada; e o exame seria TC, não RM.
B) Atresia de coana
Correta.
C) Rinite do RN
Melhoraria com descongestionante e a sonda passaria.
D) Dacriocistocele
Cisto no meato inferior; diagnóstico por endoscopia e TC.
E) Encefalocele
Massa de linha média: RM e nunca sonda ou biópsia às cegas.
Unilateral é 65% das atresias e costuma ser diagnosticada tarde (média 33 meses), com secreção do mesmo lado.
Nota · Obstrução nasal e rinoplastiaNariz e rinoplastiaCai na P1
Rotinas · V/F
Sobre tumores nasossinusais, assinale V ou F: ( ) O sintoma mais comum, tanto em lesões benignas quanto malignas, é a obstrução nasal unilateral. ( ) Nasoangiofibroma juvenil, osteoma e displasia fibrosa podem dispensar biópsia pelas características radiológicas típicas. ( ) A biópsia de tumor nasal deve ser feita preferencialmente no ambulatório, logo na primeira consulta. ( ) Tabaco e álcool são os principais fatores de risco, e a poeira de madeira tem pouco papel.
Gabarito: A
Por quê: obstrução unilateral é o sintoma mais observado, seguida de rinorreia e epistaxe. NAF, osteoma e displasia fibrosa têm imagem característica e dispensam biópsia. As outras biópsias não devem ser ambulatoriais (risco de sangramento), e a imagem vem antes. Tabaco e álcool têm pouco papel; poeira de madeira é grande risco para adenocarcinoma.
A) V, V, F, F
Correta.
B) V, F, F, V
Erra a 2ª e a 4ª.
C) F, V, V, F
Erra a 1ª e a 3ª.
D) V, V, V, F
A 3ª é falsa: biópsia em ambiente cirúrgico.
E) F, F, F, V
Inverte quase tudo.
Endoscopia → imagem (TC com contraste/RM) → biópsia → estadiamento e equipe → tratamento.
Nota · Obstrução nasal e rinoplastiaNariz e rinoplastiaCai na P1
Rotinas · vinheta de conduta
Menina de 7 anos, sempre de boca aberta e com sialorreia. Os pais pedem “a cirurgia da adenoide”. Nasofibroscopia: adenoide pequena, coanas livres, septo e cornetos normais; tonsilas grau I. Hipotonia da musculatura perioral e mordida cruzada. A melhor conduta é:
Gabarito: C
Por quê: postura de boca aberta não é sinônimo de respiração oral. Sem obstrução documentada, o tratamento é multidisciplinar: ortodontia (padrão facial e oclusão) e reabilitação miofuncional com fonoaudiólogo, que o livro chama de mandatória (propriocepção, vedamento labial, tônus, mastigação, deglutição e posição da língua).
A) Adenoidectomia
Sem obstrução, não há indicação; “anatomia nem sempre prediz função”.
B) Corticoide
Não há doença de mucosa ou adenoide a tratar.
C) Multidisciplinar
Correta.
D) RX e alta
A endoscopia é superior ao RX, e as alterações orofuncionais precisam de tratamento.
E) Septoplastia
Septo normal.
Boca aberta sem obstrução: síndromes genéticas, distúrbios neuromusculares ou hábito após tratar a obstrução.
Nota · Obstrução nasal e rinoplastiaNariz e rinoplastiaCai na P1
Recém-nascido de 2 dias apresenta episódios de cianose que pioram durante a mamada e melhoram quando chora. Uma sonda nasal fina não progride até a faringe. A conduta inicial mais adequada é:
✓ Via aérea oral: atresia de coanas bilateral
Por quê: O RN respira preferencialmente pelo nariz (o Rotinas lembra que ~40% conseguem respiração oral). Com as coanas fechadas, o bebê melhora ao chorar. A prioridade é a via aérea; depois endoscopia nasal (define o diagnóstico) e TC, que mostra o padrão da placa atrésica, antes da cirurgia.
A
Não resolve obstrução óssea/membranosa e atrasa a via aérea.
B — correta
Correta.
C
Não trata a causa; risco de morte.
D
Sem papel.
E
Adenoide não é a causa no RN.
Pesquise sinais de CHARGE (coloboma, cardiopatia, alterações genitais e de orelha).
Nota · Obstrução nasal e rinoplastiaNariz e rinoplastiaCai na P1
Menino de 3 anos com secreção nasal purulenta e fétida apenas pela narina direita há 2 semanas, sem febre. A principal hipótese é:
✓ Corpo estranho nasal
Por quê: Criança pequena (pico 2–8 anos) + secreção unilateral fétida = corpo estranho até prova em contrário (frase literal do Rotinas, cap. 4.6). A rinoscopia anterior evidencia a maioria dos casos.
A
Sinusite costuma ser bilateral e com contexto de IVAS.
B
Rinite dá coriza clara bilateral.
C — correta
Correta.
D
Adenoide dá obstrução bilateral e ronco.
E
A bilateral se manifesta no RN.
Bateria de botão no nariz é urgência: necrose do septo em horas.
Nota · Obstrução nasal e rinoplastiaNariz e rinoplastiaCai na P1
Sobre o nasoangiofibroma juvenil, assinale a INCORRETA:
✓ D é a incorreta
Por quê: O Rotinas (cap. 4.12) diz que o nasoangiofibroma dispensa biópsia, porque as características radiológicas são típicas; e que biópsia de tumor nasal não deve ser feita em ambulatório pelo risco de sangramento sem material para controle. A sequência é endoscopia (sem tocar a lesão) → TC com contraste/RM.
A
Verdadeira.
B
Verdadeira.
C
Verdadeira.
D — correta
Incorreta: dispensa biópsia e, quando houver biópsia de tumor nasal, ela é feita em centro cirúrgico.
E
Verdadeira: a embolização reduz sangramento e a ressecção endoscópica é 1ª linha.
Menino + epistaxe unilateral de repetição = endoscopia e imagem, sem biópsia.
Nota · Obstrução nasal e rinoplastiaNariz e rinoplastiaCai na P1
Considere as afirmativas sobre a diferenciação entre pólipo nasal e concha inferior hipertrofiada: I – O pólipo é insensível ao toque. II – A concha hipertrofiada por componente mucoso diminui após vasoconstritor tópico. III – O pólipo tem cor rosada intensa e sangra facilmente ao toque. Estão corretas:
✓ I e II
Por quê: O pólipo é acinzentado/translúcido, insensível e não sangra fácil; a concha é rosada, sensível e encolhe com vasoconstritor.
A
Incompleta.
B
Incompleta.
C — correta
Correta.
D
A III descreve a concha, não o pólipo.
E
Inclui a III, falsa.
Se “o pólipo” doeu e encolheu com vasoconstritor, era concha.
Nota · Obstrução nasal e rinoplastiaNariz e rinoplastiaCai na P1
Mulher de 45 anos com obstrução nasal bilateral progressiva, perda do olfato, asma e broncoespasmo após tomar ibuprofeno. O diagnóstico mais provável é:
✓ Tríade de Samter
Por quê: Pólipos nasais + asma + intolerância a AAS/AINE.
A
É unilateral e único.
B
É unilateral.
C — correta
Correta.
D
Sem uso de spray.
E
Daria crostas, perfuração e sintomas sistêmicos.
Evitar AINE nesses pacientes; a polipose costuma recidivar após cirurgia.
Nota · Obstrução nasal e rinoplastiaNariz e rinoplastiaCai na P1
Analise (V ou F): ( ) O corticoide tópico nasal é tratamento de primeira linha na rinite com hipertrofia de conchas. ( ) Descongestionantes tópicos podem ser usados continuamente por meses. ( ) O jato do spray deve ser direcionado ao septo nasal. ( ) Desvio de septo assintomático não tem indicação cirúrgica.
✓ V, F, F, V
Por quê: O spray deve apontar para a parede lateral, longe do septo, para evitar epistaxe e perfuração.
A — correta
Correta.
B
A 2ª é falsa.
C
A 1ª é verdadeira e a 3ª é falsa.
D
A 3ª é falsa e a 4ª é verdadeira.
E
Várias erradas.
Técnica: mão direita na narina esquerda e vice-versa, apontando para fora.
Nota · Obstrução nasal e rinoplastiaNariz e rinoplastiaCai na P1
Jovem de 19 anos levou um soco no nariz ontem. Refere obstrução nasal bilateral. À rinoscopia, abaulamento mole e violáceo dos dois lados do septo. A conduta é:
✓ Drenagem imediata
Por quê: O hematoma separa a cartilagem do pericôndrio, que a nutre. Sem drenagem: abscesso, necrose e nariz em sela.
A
Atraso causa necrose.
B — correta
Correta.
C
Não trata a urgência.
D
Sem efeito.
E
Não se espera.
Todo trauma nasal precisa de rinoscopia anterior para procurar hematoma.
Nota · Obstrução nasal e rinoplastiaNariz e rinoplastiaCai na P1
Sobre a avaliação pré-operatória de rinoplastia, assinale a alternativa correta:
✓ Avaliação completa
Por quê: Planejamento envolve expectativa realista, rastreio de dismorfismo, septo e válvulas, qualidade da pele, proporções faciais e fotos padronizadas.
A
Rinoplastia que piora a respiração é falha: o Rotinas insiste que forma e função são inseparáveis.
B
Pele espessa esconde a definição.
C
Dismorfismo é contraindicação relativa; tendem a ficar insatisfeitos.
D — correta
Correta.
E
Para estética, espera-se o fim do crescimento facial (o desvio septal obstrutivo da criança é outra história).
Nariz e queixo se analisam juntos no perfil. E a válvula nasal é tarefa do otorrino, não “só estética”.
Hipoacusia 1) Homem de 38 anos refere "ouvido esquerdo tapado" há 10 dias, após resfriado. Diapasão: Rinne negativo à esquerda e positivo à direita; Weber lateraliza para a esquerda. Qual a interpretação?
✓ Condutiva à esquerda
Por quê: Rinne negativo (VO > VA) indica componente condutivo naquele ouvido; Weber lateralizando para o mesmo lado confirma condutiva ("condutiva chama"). Contexto pós-IVAS sugere otite média com efusão/disfunção tubária — pedir otoscopia e timpanometria (curva B ou C).
A) NS à esquerda
NS daria Rinne positivo e Weber para a direita (lado bom).
B) Condutiva à esquerda
Rinne − e Weber para o mesmo lado.
C) Condutiva à direita
Rinne à direita é positivo; Weber iria para a direita.
D) NS à direita
Explicaria Weber para a esquerda, mas não o Rinne negativo à esquerda.
E) Normal
Rinne negativo nunca é achado normal.
Rinne diz "tem condução comprometida nesse ouvido?"; Weber diz "de que lado está pior?". Leia os dois juntos.
Nota · ORL, na vésperaVia aérea pediátricaCai na P1
VA pediátrica 2) Lactente de 7 semanas, a termo, com ruído respiratório agudo, inspiratório, desde a 2ª semana de vida. Piora ao mamar, ao chorar e em decúbito dorsal; melhora dormindo de lado. Ganho de peso adequado, sem cianose ou pausas. Qual a hipótese e a conduta mais adequada?
✓ Laringomalácia
Por quê: estridor inspiratório que começa nas primeiras semanas, piora com fluxo alto (mamada, choro) e supino, em bebê que cresce bem = laringomalácia (causa mais comum de estridor congênito). Confirmação com nasofibro acordado (vê o colapso dinâmico). Sem sinais de gravidade → observação; resolve até 18–24 meses.
A) Paralisia bilateral
Possível diagnóstico diferencial, mas traqueostomia sem diagnóstico e sem desconforto é inadequada.
B) Hemangioma
Estridor bifásico e progressivo; exige endoscopia antes de tratar.
C) Laringomalácia
Quadro típico, conduta proporcional.
D) Laringite viral
Aguda, com pródromo e tosse ladrante — não 5 semanas de estridor desde o nascimento.
E) Atresia de coanas
Bilateral dá cianose cíclica que melhora com o choro, desde o nascimento; não é estridor.
Sinais que tiram a laringomalácia da observação: apneia, cianose, déficit de ganho de peso, retrações graves, pectus → supraglotoplastia.
Surdez na infância 6) Sobre a triagem auditiva neonatal, analise: I – Deve ser realizada idealmente antes da alta da maternidade e, no máximo, até o 1º mês de vida. II – RN que permaneceu mais de 5 dias em UTI neonatal deve ser triado com potencial evocado auditivo de tronco encefálico, pois as emissões otoacústicas não detectam a neuropatia auditiva. III – A criança que passou na triagem neonatal não precisa de nova avaliação auditiva, mesmo que apresente atraso de linguagem.
✓ I e II
Por quê: meta 1-3-6 (triagem até 1 mês, diagnóstico até 3, intervenção até 6). RN com indicador de risco (UTI > 5 dias) faz PEATE-A, porque a neuropatia auditiva preserva as células ciliadas externas (EOA "passa"). III é falsa: perdas progressivas e adquiridas (CMV, meningite, OME) surgem depois — atraso de fala sempre merece audiometria.
A) Apenas I
Esquece que II também é correta.
B) Apenas II
I é correta.
C) I e III
III é falsa ("não precisa… mesmo que").
D) II e III
III é falsa.
E) I e II
Correta.
"Passou no teste da orelhinha" não é salvo-conduto: é uma foto do nascimento.
Nota · ORL, na vésperaVia aérea pediátricaCai na P1
VA pediátrica 8) Menina de 2 anos e meio com coriza e febre baixa há 2 dias acorda à noite com tosse "de cachorro", rouquidão e ruído inspiratório audível em repouso, com leve tiragem supraesternal. Está alerta, sem sialorreia, SatO₂ 95%. Qual a conduta mais adequada?
✓ Crupe moderado
Por quê: idade típica, pródromo viral, tosse ladrante, rouquidão, estridor em repouso = laringotraqueíte viral (crupe) moderada. Dexametasona (dose única) para todos; adrenalina nebulizada quando há estridor em repouso/desconforto, observando 2–4 h pelo efeito rebote.
A) RX obrigatório
Diagnóstico clínico; o sinal da torre não muda conduta.
B) Intubação
Reservada à falência respiratória; ela está alerta e saturando bem.
C) Epiglotite
Epiglotite não tem tosse ladrante; tem toxemia, sialorreia, tripé.
D) Dexa + adrenalina
Conduta padrão.
E) Corpo estranho
Início súbito com engasgo, sem pródromo febril.
Crupe que não responde à adrenalina e fica toxêmico → traqueíte bacteriana (S. aureus).
Hipoacusia 9) Metalúrgico de 45 anos, 20 anos de trabalho sem protetor auricular, refere zumbido bilateral. Audiometria: vias aérea e óssea sobrepostas, simétricas; limiares normais até 2 kHz, queda para 45 dB em 4 kHz e recuperação para 20 dB em 8 kHz. O diagnóstico é:
✓ PAIR
Por quê: neurossensorial (vias sobrepostas), bilateral simétrica, com entalhe em 4 kHz e recuperação em 8 kHz + exposição ocupacional. Zumbido costuma ser o primeiro sintoma. Irreversível; conduta = afastar da exposição/EPI, AASI se necessário, notificação ocupacional.
A) PAIR
Entalhe clássico.
B) Presbiacusia
Rampa descendente sem recuperação em 8 kHz, > 55 anos.
C) Ménière
Unilateral, graves, vertigem episódica.
D) Otosclerose
Condutiva (gap aéreo-ósseo).
E) OME
Condutiva, com gap e timpanometria B.
Recuperação em 8 kHz é o detalhe que separa PAIR de presbiacusia no audiograma.
Faringotonsilites 10) Menino de 9 anos com início súbito de dor de garganta intensa e febre de 38,8 °C. Sem tosse ou coriza. Exame: tonsilas com exsudato, petéquias no palato e linfonodos cervicais anteriores dolorosos. Conduta mais adequada:
✓ Confirmar EBHGA e tratar 10 dias
Por quê: Centor/McIsaac alto (febre, sem tosse, adenopatia anterior, exsudato, 3–14 anos = 5 pontos). Confirmar com teste rápido/cultura e tratar com penicilina/amoxicilina 10 dias para prevenir febre reumática.
A) Sempre viral
Palavra absoluta; EBHGA é 20–30% nessa faixa.
B) Azitromicina
Só em alergia à penicilina.
C) Teste + amoxicilina/penicilina
Conduta padrão.
D) Amigdalectomia
Critérios de Paradise exigem recorrência; absolutos são SAOS e suspeita de malignidade.
E) Negativo encerra
Em criança com alta suspeita, negativo exige cultura (em adulto basta).
Antibiótico iniciado até 9 dias do início dos sintomas ainda previne febre reumática — dá tempo de esperar a cultura.
Surdez na infância 12) Sobre as causas de surdez na infância, assinale a INCORRETA:
✓ E é a incorreta
Por quê: a primeira metade é verdadeira (~50–60% genéticas), mas a maioria das genéticas é não sindrômica (~70%). Pegadinha típica: frase meio certa, meio errada.
A) CMV
Verdadeira.
B) GJB2
Verdadeira.
C) Pós-meningite
Verdadeira — ossificação pode inviabilizar o implante.
D) OME
Verdadeira.
E) Maioria sindrômica
Falsa — é a resposta.
Síndromes que a banca adora: Waardenburg (mecha branca, heterocromia), Usher (retinose), Pendred (bócio), Alport (rim), Jervell-Lange-Nielsen (QT longo).
Hipoacusia 14) Mulher de 46 anos acorda com perda auditiva à direita e zumbido, sem otalgia, otorreia ou vertigem. Otoscopia normal bilateralmente. Weber lateraliza para a esquerda; Rinne positivo bilateral. Conduta mais adequada:
✓ Surdez súbita neurossensorial
Por quê: início em horas, otoscopia normal, Weber para o lado bom e Rinne positivo = NS à direita, súbita. É urgência otológica: confirmar com audiometria, corticoide o mais cedo possível e RM para afastar schwannoma vestibular.
A) Aguardar
Perde a janela terapêutica do corticoide.
B) Lavagem
Otoscopia normal; cerúmen daria perda condutiva (Weber para o lado afetado).
C) Audiometria + corticoide + RM
Conduta correta.
D) Gotas
Não há otite externa.
E) Tubo de ventilação
Tratamento de efusão persistente (condutiva).
Todo paciente com perda NS unilateral ou assimétrica merece RM — schwannoma vestibular pode se apresentar como surdez súbita.
Zumbido 15) Homem de 52 anos com zumbido contínuo, não pulsátil, apenas à esquerda, há 6 meses. Audiometria: perda neurossensorial assimétrica, pior à esquerda, com discriminação vocal de 48% à esquerda e 96% à direita. Próximo passo:
✓ RM com gadolínio
Por quê: zumbido unilateral + perda NS assimétrica + discriminação desproporcionalmente ruim = sinal de alerta retrococlear (schwannoma vestibular). RM com gadolínio é o exame de escolha.
A) Antidepressivo
Não é "consagrado" (mesma pegadinha da Q3) e ignora o alarme.
B) RX
Obsoleto, não mostra tumor de partes moles.
C) Doppler
Pensado para zumbido pulsátil vascular.
D) RM
Correta.
E) TC de seios
Sem relação com o quadro.
Unilateral é a palavra que muda tudo em zumbido, surdez e rinorreia.