Anatomia, fisiologia e semiologia de orelha, nariz, boca, faringe, laringe e pescoço, conferidas com Rotinas em Otorrinolaringologia (os capítulos de semiologia dos professores). Leia esta nota antes das outras.
Quase toda questão de ORL é anatomia aplicada. Se você sabe onde a estrutura fica e o que ela faz, a doença e o exame se deduzem. Esta tabela liga cada estrutura ao tema de prova que depende dela.
| Estrutura | Função-chave | Cai em |
|---|---|---|
| Orelha média | Amplifica o som do ar para o líquido | Perda condutiva, OMA, otosclerose |
| Células ciliadas externas | Amplificador coclear | PAIR, ototóxicos, emissões otoacústicas |
| Tonotopia coclear | Base = agudos, ápice = graves | Presbiacusia, PAIR em 4 kHz |
| Tuba auditiva | Ventila a orelha média | OMA e otite com efusão na criança |
| Meato médio | Drena maxilar, frontal e etmoide anterior | Rinossinusite |
| Laringe infantil | Alta, pequena, mucosa frouxa | Estridor, crupe, epiglotite |
| Nervo laríngeo recorrente | Move quase toda a laringe | Disfonia, paralisia de prega vocal |
| Níveis linfonodais | Drenagem linfática regional | Massas cervicais, metástase |
| Arcos branquiais / ducto tireoglosso | Embriologia do pescoço | Cistos congênitos |
A ORL é uma especialidade que lida com cavidades: sem iluminação adequada (e, muitas vezes, ampliação por endoscópios) não há exame. O livro divide a abordagem em orelha, nariz e seios paranasais, e cabeça e pescoço, e segue os princípios da semiologia clássica: anamnese, inspeção, palpação, percussão e ausculta. Rotinas · Introdução






Calculados pela média tritonal (500, 1.000 e 2.000 Hz) da via aérea. Uma das classificações mais usadas no Brasil (Lloyd & Kaplan):
A orelha tem duas funções vitais: é o órgão isoladamente responsável pela audição e um pilar fundamental (não exclusivo) do equilíbrio. Por fazer parte da via aérea superior, também é palco de inflamações que geram dor, supuração, prurido, zumbido e paralisia facial. Rotinas · cap. 1

| Local | Sintomas |
|---|---|
| Orelha externa | Otalgia · otorreia · hipoacusia condutiva · prurido |
| Orelha média | Otalgia · otorreia · hipoacusia condutiva · autofonia |
| Labirinto anterior (cóclea) | Hipoacusia sensório-neural · zumbido · diplacusia · algiacusia · pressão |
| Labirinto posterior (canais semicirculares) | Vertigem · tontura · desequilíbrio |
| Nervo facial | Paralisia facial |



Consolidar o padrão de normalidade é o ponto de partida; só depois vêm o reconhecimento da anormalidade e o refinamento do diagnóstico.

A orelha externa recebe fibras de quatro pares cranianos (V, VII, IX e X) e do plexo cervical; esse padrão explica a otalgia secundária. Rotinas · cap. 1 e 2.1 Se a otoscopia é normal, o livro manda fazer exame otorrinolaringológico completo para achar a origem da dor referida. Dor que piora ao mobilizar o pavilhão sugere processo na orelha externa.
| Nervo | Ramo na orelha | Origem da dor referida |
|---|---|---|
| V (trigêmeo) | Auriculotemporal (V3) | ATM, dentes, parótida |
| VII (facial) | Ramo sensitivo do conduto | Herpes zoster (Ramsay Hunt) |
| IX (glossofaríngeo) | Jacobson (timpânico) | Amígdala, orofaringe, base de língua, pós-amigdalectomia |
| X (vago) | Arnold (auricular) | Laringe, hipofaringe, esôfago. Tabagista com otalgia e otoscopia normal = afastar tumor |
| C2–C3 | Auricular magno, occipital menor | Coluna cervical |
A cóclea é um tubo enrolado em ~2,5 voltas com três compartimentos: rampa vestibular e rampa timpânica (perilinfa, rica em sódio) e, entre elas, a rampa média (endolinfa, rica em potássio). O órgão de Corti fica sobre a membrana basilar, dentro da rampa média.


Esquema do órgão de Corti (fora de escala). Os estereocílios das células externas tocam a membrana tectória.
O microfone: transformam vibração em sinal elétrico.
O amplificador: contraem e alongam (eletromotilidade, proteína prestina) e aumentam a vibração da membrana basilar.
A membrana basilar é estreita e rígida na base (perto da janela oval) e larga e flexível no ápice. Sons agudos fazem a base vibrar mais; sons graves percorrem até o ápice.
Arraste a frequência e veja onde a membrana basilar vibra mais.

Mnemônico “E-COLI-MA”, na ordem da via:
Canais semicirculares (anterior, posterior e lateral, perpendiculares entre si) detectam rotação da cabeça; utrículo e sáculo (máculas com otólitos) detectam aceleração linear e gravidade. Ligam-se aos olhos pelo reflexo vestíbulo-ocular, que mantém o olhar fixo quando a cabeça se move.

| Causas periféricas de vertigem | Causas centrais |
|---|---|
| VPPB · neuronite vestibular · doença de Ménière · fístula labiríntica · ototoxicidade · infecções · distúrbios metabólicos · doenças autoimunes · alterações vasculares · schwannoma vestibular | Insuficiência vertebrobasilar · migrânea · tumores de fossa posterior e do ângulo pontocerebelar · esclerose múltipla · AVE isquêmico e hemorrágico · TCE |
Transcrição resumida do Quadro 1.3 de Rotinas. Os pormenores das doenças ficam para as aulas de vestibulopatias.
Diapasão de 512 ou 256 Hz. Dois caminhos até a cóclea: via aérea (VA), pelo conduto e orelha média, e via óssea (VO), vibrando o crânio direto até a cóclea. Rotinas · cap. 1, Quadro 1.1
O quadro mostra o padrão de perda neurossensorial unilateral (contexto da surdez súbita), com exemplo de perda à direita:
| Teste | Resultado na perda neurossensorial | Exemplo (perda à direita) |
|---|---|---|
| Comparação das vias aéreas | Som mais audível na orelha sem a perda | VAE > VAD |
| Weber | Percepção do som na orelha sem a perda | Lateralizado para a esquerda |
| Rinne | Som mais audível com o diapasão próximo da orelha, bilateralmente | Rinne positivo bilateral |
Na perda condutiva (dedução a partir do Quadro 1.1): Rinne negativo no lado doente e Weber lateralizado para o lado doente.
Escolha a situação e confira o resultado esperado.
Visão de frente: a direita do paciente fica à sua esquerda.
Eixo horizontal: frequência (graves à esquerda, agudos à direita). Eixo vertical: limiar em dB, piorando para baixo. Símbolos da orelha direita: O vermelho = via aérea, < = via óssea. Na esquerda: X azul e >.
Troque o padrão e observe a relação entre via aérea e via óssea.
A parede lateral do nariz tem três conchas (cornetos): inferior, média e superior. Abaixo de cada uma fica o meato de mesmo nome. Os seios drenam para esses meatos por óstios pequenos; se o óstio fecha, a secreção para e infecta.
Esquema simplificado, visão lateral do lado direito. O maxilar fica lateral à parede e drena no meato médio.
| Local de drenagem | Seios / estruturas | Por que importa |
|---|---|---|
| Meato médio (complexo ostiomeatal) | Maxilar, frontal, etmoide anterior | Pequeno edema aqui bloqueia três seios de uma vez → centro da rinossinusite. Secreção purulenta no meato médio sugere RSA bacteriana. |
| Meato superior | Etmoide posterior | — |
| Recesso esfenoetmoidal | Esfenoide | Sinusite esfenoidal: cefaleia profunda, risco para seio cavernoso e nervo óptico |
| Meato inferior | Ducto nasolacrimal | Lacrimejamento na obstrução nasal |

Como nariz e seios têm a mesma mucosa respiratória e se comunicam pelos óstios, a doença raramente fica restrita a um dos dois. Por isso o livro usa rinossinusite em vez de sinusite, e lembra que o termo só indica inflamação, sem definir a causa (viral, bacteriana, fúngica, alérgica, autoimune). Rotinas · cap. 3


Origem das artérias: carótida externa (esfenopalatina, palatina maior, labial superior) e carótida interna (etmoidais anterior e posterior, via artéria oftálmica).
Limites: lábios (anterior), istmo orofaríngeo (posterior), bochechas (laterais), palato (superior), língua e soalho bucal (inferior). Função digestiva: dentes mastigam; a língua define o paladar e empurra o bolo para trás; as glândulas salivares secretam saliva rica em amilase. Queixas típicas: úlceras ou feridas, manchas, áreas endurecidas, pontos dolorosos, mobilidade dentária, halitose e alterações de sensibilidade (anestesia, ardência).




| Andar | Limites / conteúdo | Clínica |
|---|---|---|
| Nasofaringe (rinofaringe) | Posterior ao nariz, acima do palato mole; sempre aberta. Lateral: óstio da tuba auditiva, limitado atrás pelo tórus tubário (cartilagem), com as pregas salpingofaríngea (desce, contém o músculo) e salpingopalatina (até o palato mole). Atrás do tórus: recesso faríngeo (fossa de Rosenmüller). Parede posterior: adenoide, que involui com a puberdade. Epitélio cilíndrico ciliado. | Hipertrofia de adenoide (respiração oral, otite com efusão). Adulto com otite com efusão unilateral → examinar nasofaringe (carcinoma). |
| Orofaringe | Do palato mole ao plano do hioide. Abre-se anteriormente na boca; lateralmente as tonsilas palatinas entre os pilares. Epitélio pavimentoso estratificado. | Faringotonsilites, abscesso periamigdaliano, câncer ligado ao HPV |
| Hipofaringe | Do hioide ao limite inferior da cricoide. Três porções: seio piriforme, parede posterior e região pós-cricóidea. | Corpo estranho (espinha de peixe), câncer em tabagista/etilista; lago de saliva no seio piriforme na endoscopia sugere obstrução ou disfagia |
Limites e porções conforme Rotinas, cap. 5. Rotinas · cap. 5

O livro lista quatro funções: aparelho vocal, proteção contra a penetração de substâncias, eliminação de secreções da via aérea inferior e via respiratória. É um órgão musculocartilaginoso: músculos adutores e abdutores movem cartilagens articuladas e produzem os movimentos voluntários e involuntários das pregas vocais. Rotinas · cap. 5
Sintomas laríngeos mais frequentes: disfonia, disfagia, odinofagia, dispneia, pigarro e tosse. A rouquidão só ocorre quando a doença está na região glótica (pregas vocais) ou no mecanismo motor da laringe.


Como a voz sai: as pregas se aproximam, o ar pulmonar força a abertura e o efeito Bernoulli e a elasticidade as fecham de novo, centenas de vezes por segundo (teoria mioelástico-aerodinâmica). Qualquer lesão que impeça o fechamento completo ou endureça a mucosa gera rouquidão.
Motor de todos os músculos intrínsecos, exceto o cricotireóideo.
Dois ramos.

| Característica | Lactente | Adulto | Consequência |
|---|---|---|---|
| Posição | Alta (~C3–C4) | Baixa (~C5–C6) | Lactente respira e mama quase ao mesmo tempo; intubação mais difícil |
| Epiglote | Longa, mole, em “ômega” | Firme, plana | Colapsa na inspiração → laringomalácia |
| Ponto funcionalmente mais estreito | Subglote / anel cricoide | Glote | Edema subglótico (crupe, intubação) obstrui muito |
| Mucosa | Frouxa, edemacia fácil | Mais aderida | Pequena inflamação, grande obstrução |
Em fluxo laminar, a resistência é inversamente proporcional ao raio elevado à 4ª potência. Simule um edema circunferencial.
| Tipo de estridor | Nível | Exemplos |
|---|---|---|
| Inspiratório | Supraglote / extratorácico alto | Laringomalácia, epiglotite |
| Bifásico | Glote / subglote (anel fixo) | Crupe, estenose subglótica, paralisia bilateral de pregas |
| Expiratório (sibilo) | Traqueia intratorácica / brônquios | Traqueomalácia, corpo estranho brônquico |


| Nível | Localização | Drena principalmente |
|---|---|---|
| IA | Submentoniano (entre os ventres anteriores dos digástricos) | Lábio inferior, soalho anterior da boca, ponta da língua |
| IB | Submandibular | Cavidade oral, face anterior, glândula submandibular |
| II | Jugular superior (base do crânio → hioide) | Orofaringe (amígdala, base de língua), nasofaringe, cavidade oral, supraglote, parótida |
| III | Jugular médio (hioide → cricoide) | Laringe, hipofaringe, orofaringe |
| IV | Jugular inferior (cricoide → clavícula) | Hipofaringe, laringe subglótica, tireoide, esôfago cervical |
| V | Triângulo posterior | Nasofaringe, orofaringe, couro cabeludo posterior. Linfoma e TB também gostam daqui |
| VI | Compartimento central (hioide → fúrcula) | Tireoide, laringe glótica/subglótica, hipofaringe, esôfago cervical |

A tireoide nasce no forame cego da língua e desce pela linha média, passando junto ao osso hioide. O ducto deveria sumir; se persiste, forma cisto.
Restos das fendas e bolsas faríngeas do embrião.
| Nervo | O que interessa em ORL |
|---|---|
| V | Sensibilidade da face, nariz e dentes; otalgia referida (ATM, dentes) |
| VII | Mímica facial; corda do tímpano (paladar 2/3 anteriores); nervo do estapédio (hiperacusia se lesado); petroso maior (lacrimejamento). Base do topodiagnóstico da paralisia facial |
| VIII | Coclear (audição) e vestibular (equilíbrio) |
| IX | Sensibilidade da orofaringe; reflexo do vômito; otalgia referida (amígdala) |
| X | Laringe (recorrente e laríngeo superior); otalgia referida (laringe/hipofaringe) |
| XI | Trapézio e ECM; marco cirúrgico do nível II (IIA × IIB) |
| XII | Motricidade da língua |
Roteiro montado a partir dos capítulos de semiologia de Rotinas. A ordem abaixo segue as regiões; na prática, ajuste à queixa, mas toda queixa de boca, faringe ou laringe exige exame do pescoço, e toda otalgia com otoscopia normal exige exame ORL completo. Rotinas · caps. 1, 3 e 5
Os itens 3 e 4 detalham a técnica que as Figuras 1.5 e 1.6 mostram; o livro não descreve em texto a direção da tração nem a empunhadura.




| Achado na rinoscopia | Significado segundo o livro |
|---|---|
| Mucosa rósea | Normal |
| Mucosa vermelha com secreção | Rinite aguda |
| Mucosa azulada (pálida) | Rinite alérgica |
| Secreção purulenta saindo do meato médio | Confirma rinossinusite de um ou mais seios daquele lado |
| Secreção purulenta unilateral com forte mau cheiro | Na prática, corpo estranho ou processo expansivo |
Flexíveis: imagem de menor qualidade, mas mais aceitas por adultos e crianças; avaliam cavidade nasal, rinofaringe, orofaringe, hipofaringe e laringe; diâmetros de 2,2 / 3,0 / 3,2 / 4,0 mm; ponta angulável até ~90°; alguns têm canal de aspiração e biópsia. Rígidos: 2,7 a 4,0 mm, com ótica de 0°, 30°, 45° ou 70°. Preparo: anestesia tópica opcional (neotutocaína 2%) e, em geral, gotas com pseudoefedrina para reduzir os cornetos inferiores. Quadro agudo típico não precisa de endoscopia de rotina; dúvida diagnóstica, cronicidade ou suspeita de lesão, sim.






Nasofaringe e hipofaringe não se veem pela oroscopia: examinam-se de forma indireta. A antiga rinoscopia posterior com pequenos espelhos pela boca (e sonda nasal retraindo o palato) foi substituída pela nasofaringoscopia com endoscópio rígido ou flexível pela fossa nasal.
O item 3 (técnica com gaze e posição do espelho) é complemento da nota; o livro mostra o instrumental na Figura 6 da Introdução.



| Queixa | Pontos do livro |
|---|---|
| Odinofagia | Causa aguda mais comum: vírus, depois bactérias, raramente fungos. “Faringotonsilite” indica só inflamação, não etiologia bacteriana. Também: xerostomia (Sjögren, radioterapia, respiração bucal, fármacos), trauma, corpo estranho, neoplasia. |
| Disfagia | Orofaríngea ou esofágica. Temporária: inflamação/infecção aguda. Longa duração: obstrução mecânica (corpo estranho, neoplasia) ou doença neuromuscular. Também Zenker, osteófitos, pós-cirurgia, radioterapia. |
| Disfonia | Sintoma mais frequente das doenças da laringe; só ocorre com lesão glótica ou do mecanismo motor. Quadros insidiosos e crônicos associam-se mais a alterações estruturais e tumores. |
| Ronco e SAHOS | Cerca de 60% dos homens com mais de 50 anos roncam. Todo apneico é um roncador. Padrão-ouro: polissonografia. |
| Halitose | 90% dos casos têm causa na boca (má higiene, gengivite, saburra lingual, cáseo amigdaliano); também causas fisiológicas (jejum) e sistêmicas (diabetes, doença renal ou hepática). |
Recordação ativa: tente responder em voz alta, depois toque para conferir.
Rinne negativo = VO > VA naquela orelha = condutiva. Weber para o mesmo lado confirma.
Weber vai para o lado “tampado” (condutivo) ou para o lado bom (neurossensorial).
A eletromotilidade das células externas amplifica a vibração; a energia que “volta” para o conduto é a emissão otoacústica.
Emissão presente praticamente exclui perda coclear moderada ou maior naquela orelha.
A região da cóclea que responde a ~4 kHz recebe mais energia, em parte pela ressonância do conduto em ~3 kHz. Lesão neurossensorial, bilateral e simétrica.
Presbiacusia desce progressivamente até 8 kHz; PAIR faz uma “colher” e sobe de novo.
É o complexo ostiomeatal, onde convergem três seios. Por isso é o centro fisiopatológico da rinossinusite.
Secreção purulenta saindo do meato médio na endoscopia é sinal forte de rinossinusite bacteriana.
O cricotireóideo é a exceção: é inervado pelo ramo externo do laríngeo superior.
Paralisia bilateral do recorrente: voz quase normal e estridor. Unilateral: voz soprosa.
Pela lei de Poiseuille, reduzir o raio pela metade aumenta a resistência 16 vezes. Edema aumenta a resistência, muito mais na criança.
Leia “INCORRETO” duas vezes antes de marcar.
Linha média + ligação ao hioide e à base da língua → move com deglutição e protrusão lingual.
Cirurgia de Sistrunk inclui o corpo do hioide.
Tabagismo + otalgia persistente com orelha normal = afastar tumor de orofaringe, hipofaringe ou laringe, que refere dor pelos nervos de Jacobson (IX) e Arnold (X).
Otalgia com otoscopia normal é um sintoma da garganta até prova em contrário.
O etmoide existe desde o nascimento e faz fronteira com a órbita por uma parede finíssima com forames vasculares.
Edema palpebral + proptose ou dor à movimentação ocular numa criança com IVAS = TC de órbitas e seios com contraste.
VO normal (≤ 25 dB) com VA rebaixada = gap de 35 dB = condutiva. Média de 45 dB = moderada.
Primeiro olhe a via óssea: normal ou não? Depois veja se há gap.
O livro lista cinco características da MT normal: integridade, transparência (na verdade, semitransparência), coloração âmbar-neutra, posição levemente côncava com ponto de pressão máximo no umbigo do martelo e mobilidade, aferida pela otoscopia pneumática.
Decore as 5 em ordem: integridade, transparência, coloração, posição, mobilidade. Toda descrição de otoscopia na prova cabe nesses cinco itens.
O livro é explícito: a audiometria é o padrão-ouro, mas a surdez súbita não admite atraso no tratamento à espera do exame audiológico. Na surdez súbita a otoscopia geralmente é normal, e o exame mais esclarecedor é a acumetria com diapasão de 512 ou 256 Hz, com os três testes.
Perda neurossensorial súbita: Rinne positivo bilateral e Weber lateralizando para a orelha boa. Esse é o padrão do Quadro 1.2.
O livro diz o contrário: secreção purulenta unilateral acompanhada de forte mau cheiro é, na prática, diagnóstico de corpo estranho ou processo expansivo — clássico na criança com “sinusite” só de um lado.
Unilateral + fétido = corpo estranho. Bilateral + prurido e espirros = alergia.
Texto do livro: “O abaixador deve ser colocado no terço anterior e médio da língua, a fim de evitar reflexo nauseoso”. Ajuda pedir que o paciente relaxe a língua e respire pela boca. A hipofaringe não é vista pela oroscopia: exige exame indireto (endoscópio flexível ou rígido de 70°).
Complete sempre a oroscopia com palpação: língua, bochechas, lojas amigdalianas e soalho bidigital. Câncer de boca inicial se palpa antes de se ver.
Três frases do livro: “Todo apneico é um roncador”; “aproximadamente 60% dos homens com mais de 50 anos roncam”; e a polissonografia é o padrão-ouro diagnóstico da SAHOS.
Tumor supraglótico pode crescer bastante sem mudar a voz: o sintoma costuma ser disfagia, odinofagia ou massa cervical. Rouquidão precoce é da glote.
Orelha externa/média conduz; cóclea e nervo transformam. VO normal com gap = condutiva; VA = VO rebaixadas = neurossensorial.
Amplificam, geram emissões otoacústicas e são as primeiras lesadas por ruído, ototóxicos e idade.
Presbiacusia e ototóxicos começam nos agudos; PAIR faz entalhe em 4 kHz.
Maxilar, frontal e etmoide anterior drenam juntos. Etmoide + lâmina papirácea explicam a celulite orbitária infantil.
Alta, epiglote mole, subglote crítica. Resistência ∝ 1/r⁴: 1 mm de edema no lactente multiplica a resistência.
Linha média = tireoglosso; borda do ECM = branquial; nível II no adulto = orofaringe até prova em contrário.
Otoscopia (5 características da MT) → acumetria (3 testes) → rinoscopia anterior → oroscopia com palpação → laringoscopia indireta → palpação cervical, começando atrás do paciente.